Músicas de Gaby Amarantos e Joelma são citadas no samba-enredo do Rancho Não Posso Me Amofiná
Enredo celebra o brega paraense, patrimônio cultural do Pará, e cita sucessos de Gaby Amarantos, Joelma e Ted Max
Crédito: Reprodução A escola de samba Rancho Não Posso Me Amofiná, do bairro do Jurunas, em Belém, escolheu como tema para o Carnaval deste ano “Belém, a capital mundial do brega”, em referência ao título concedido à cidade pela Organização Mundial das Nações Unidas para o Turismo (ONU Turismo), em maio de 2025. A honraria internacional reconhece a riqueza cultural e a força popular do brega paraense, ritmo que desde 2021 é considerado Patrimônio Cultural e Imaterial do Estado do Pará.
O enredo celebra a trajetória, a resistência e o impacto do brega na identidade cultural da capital paraense, levando para a avenida uma homenagem aos artistas que ajudaram a projetar o gênero para além das fronteiras do Norte do país. A música-tema da escola traz referências diretas a grandes sucessos do brega, como “Ex Mai Love”, de Gaby Amarantos, o refrão de “Voando Pro Pará”, de Joelma, além de menção à canção “Ao Pôr do Sol”, eternizada na voz do cantor Ted Max.
Fundado em 1950, o Grêmio Recreativo Beneficente Jurunense Rancho Não Posso Me Amofiná é a escola de samba mais antiga de Belém. No Carnaval passado, a tradicional escola do Jurunas enfrentou um momento difícil ao ser rebaixada para o grupo de Acesso 1. Agora, com um enredo que dialoga diretamente com o orgulho cultural de Belém e com a consagração internacional do brega, o Rancho aposta na emoção, na memória afetiva e na identidade local para marcar seu retorno à avenida e buscar novos caminhos no Carnaval da capital.
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