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Belém,03/02/2026

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Governo Tarcísio lança escolas cívico-militares e aulas registram erros de português

Palavras escritas de forma incorreta por monitor militar aposentado chamaram atenção durante atividade em escola estadual de Caçapava


Governo Tarcísio lança escolas cívico-militares e aulas registram erros de português Crédito: Cleiby Trevisan / TV Vanguarda

Alunos da rede estadual do Vale do Paraíba e região retornaram às aulas nesta segunda-feira (2). Em parte das unidades, o início do ano letivo já ocorreu sob o modelo cívico-militar, como na Escola Estadual Prof.ª Luciana Damas Bezerra, localizada em Caçapava.


Durante uma atividade de monitoria realizada por policiais militares aposentados na unidade, palavras escritas de forma incorreta no quadro chamaram a atenção dos estudantes. Termos como “descançar” e “continêcia” foram registrados com erros de ortografia enquanto eram ensinados comandos de ordem unida, um conjunto de movimentos padronizados comuns à Polícia Militar.


As palavras corretas são “descansar”, escrita com “s” na última sílaba, e “continência”, sem a letra “n” antes do “c”. As falhas ocorreram durante a explicação de comandos ligados à hierarquia e à disciplina militar. Segundo apuração da TV Vanguarda, após perceber os erros, o tenente Jeferson, responsável por escrever no quadro, conversou com pessoas na porta da sala e, em seguida, corrigiu as palavras no quadro.


O episódio ocorreu no mesmo dia em que teve início, oficialmente, o Programa das Escolas Cívico-Militares (ECM) no estado de São Paulo. A iniciativa começa a ser implementada nesta segunda-feira (2) em 100 escolas estaduais, distribuídas por 89 municípios, com vagas para o ensino fundamental e o ensino médio.


O programa foi instituído pela Lei Complementar nº 1.398/2024 e prevê gastos de R$ 7,2 milhões para o pagamento de policiais militares que atuam nas unidades. Em 2024, o modelo chegou a ficar suspenso por cinco meses após ações judiciais que questionavam sua legalidade.


Em nota, a Secretaria Estadual da Educação informou que a implantação do programa ocorreu após três rodadas de consulta pública com a comunidade escolar, envolvendo estudantes, responsáveis, diretores, professores e demais funcionários das unidades.


Apesar disso, o modelo segue sendo alvo de críticas. O Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp) afirmou, em nota, que “repudia a implantação de escolas cívico-militares em São Paulo”, classificando o programa como “inconstitucional e autoritário”. A entidade também critica o uso de recursos da Educação para a contratação de militares aposentados e aponta que a medida foi adotada sem amplo diálogo com a comunidade escolar.


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