Com chuvas e calor, grilos reaparecem em casas e apartamentos de Belém
Chuvas intensas, temperaturas mais altas e perda de habitat natural favorecem a proliferação de insetos na capital paraense
Crédito: Reprodução Com a intensificação das chuvas típicas do inverno amazônico, Belém volta a enfrentar um velho incômodo: o aumento da presença de grilos e outros insetos em áreas residenciais. Moradores de diferentes bairros da capital paraense relatam a invasão dos animais dentro de casas e apartamentos, reacendendo o alerta para um problema que já causou transtornos em anos anteriores.
Segundo especialistas, o fenômeno está diretamente ligado às mudanças climáticas. O mundo tem registrado um aumento gradual das temperaturas ao longo dos anos, e o clima mais quente favorece a proliferação de insetos. Em Belém, o chamado “inverno amazônico” tem apresentado temperaturas mais elevadas em comparação a períodos passados, criando um ambiente propício para a reprodução dos grilos.
Outro fator que contribui para esse cenário é a redução dos predadores naturais desses insetos, como sapos e aranhas. A baixa reprodução desses animais, somada à perda de áreas verdes e de habitat natural, cada vez mais pressionadas pela expansão urbana, faz com que os grilos busquem abrigo e alimento em ambientes urbanos.
Apesar do desconforto causado pela presença dos insetos, especialistas reforçam que os grilos não oferecem riscos à saúde humana. Eles não causam danos às pessoas e fazem parte do equilíbrio ecológico. Matar esses animais inofensivos, além de desnecessário, pode agravar o desequilíbrio da cadeia alimentar.
A orientação é simples: ao encontrar um grilo dentro de casa, o ideal é capturá-lo com cuidado e devolvê-lo à natureza, contribuindo para a preservação do meio ambiente e para o controle natural das espécies.






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