Belém inspira livro infantojuvenil “Pé de Caju”, da escritora Thabata Vecchio
Autora estará na capital paraense entre os dias 20 e 23 de março para encontros com a imprensa e atividades voltadas à literatura, cultura e educação.
Crédito: Reprodução Belém é uma cidade que inspira histórias, e foi justamente a capital paraense uma das grandes referências para o livro “Pé de Caju”, obra infantojuvenil da escritora e cineasta Thabata Vecchio. A autora estará na cidade entre os dias 20 e 23 de março para entrevistas com a imprensa e encontros voltados à literatura, cultura e educação.
A narrativa acompanha Sandra e seu amigo Lico, dois jovens que sonham em conhecer o Brasil. Partindo de Suzano, em São Paulo, os personagens embarcam em uma jornada imaginativa que revela símbolos da cultura popular brasileira. Ao longo da história, surgem elementos como o Boi-Bumbá, o muiraquitã, uma misteriosa fita azul e um pé de caju encantado, compondo uma trama que celebra diversidade, memória e pertencimento.
Resultado de pesquisas da autora sobre culturas populares e também de sua experiência como arte-educadora e gestora escolar, Pé de Caju combina texto, fotografia e ilustrações para construir uma narrativa sensível sobre identidade cultural e imaginário brasileiro.
O livro reúne fotografias de Larissa Souza e Lorraine Moreira e ilustrações de Natalia Rodrigues, criando uma estética que mistura registros urbanos com intervenções visuais que ampliam a realidade para um universo simbólico, onírico e poético.
Segundo Thabata Vecchio, a proposta da obra é convidar o leitor a observar o Brasil com mais atenção e curiosidade, reconhecendo as histórias, memórias e tradições que formam a cultura do país.
A relação afetiva com Belém também aparece no processo criativo do livro. A autora costuma se referir à cidade como sua “segunda casa”, destacando no Pará uma forte presença de tradições, manifestações culturais e narrativas populares que ajudaram a inspirar o universo simbólico da obra.
“Eu sempre volto a Belém porque é um lugar que me provoca um olhar mais atento para as histórias e para as pessoas. A cidade tem uma energia muito própria, onde a cultura popular se manifesta de forma natural no cotidiano. Entre mangueiras e samaúmas, fui criando minhas próprias raízes. Esse encontro com Belém acabou atravessando o processo criativo do livro e ajudou a construir o universo que aparece em ‘Pé de Caju’”, afirma a autora.
Durante o processo de criação, as fotógrafas foram convidadas a registrar memórias de suas próprias cidades e experiências. Já as ilustrações buscaram traduzir, de forma onírica, elementos das culturas populares brasileiras pesquisadas pela autora.
O resultado é um encontro de linguagens visuais e narrativas que reforça a proposta central do livro: apresentar o Brasil como um território múltiplo, marcado por encontros culturais, imaginário coletivo e histórias que atravessam gerações.









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