Obrigada pela Justiça, Patrícia Queiroz publica comunicado após determinação judicial, mas não pede desculpas
Vereadora de Belém divulgou texto sobre o direito dos trabalhadores à liberdade política após decisão em ação movida pelo MPT, mas não reconheceu diretamente a repercussão de suas publicações anteriores
Crédito: Acervo pessoal A vereadora de Belém Patrícia Queiroz (PP) publicou em seu perfil no Instagram um comunicado em cumprimento à determinação da Justiça do Trabalho, após decisão liminar em ação civil pública ajuizada pelo Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá (MPT PA-AP).
A publicação foi feita após a Justiça estabelecer prazo de seis horas para que a parlamentar divulgasse um comunicado em seus canais oficiais, esclarecendo o direito dos trabalhadores de escolher livremente seus candidatos, sem sofrer retaliações por suas convicções políticas.
No texto publicado, Patrícia afirma:
“Em cumprimento à DETERMINAÇÃO JUDICIAL PROFERIDA EM AÇÃO CIVIL PÚBLICA, AJUIZADA PELO MINISTÉRIO PÚBLICO DO TRABALHO (MPT), declaro publicamente que empregados têm o direito de escolher livremente seus candidatos nas eleições, independentemente de partido ou orientação política. Assim sendo, torna-se proibida veementemente aos empregadores a adoção de quaisquer medidas de caráter retaliatório, seja por constrangimento, ameaça ou perda do emprego”.
Comunicado não menciona pedido de desculpas
Apesar de cumprir a determinação judicial, o comunicado não apresenta um pedido de desculpas aos trabalhadores nem faz referência direta à publicação que deu origem à polêmica. Patrícia também não reconhece expressamente eventual erro nas manifestações compartilhadas anteriormente.
A controvérsia começou após a vereadora compartilhar um conteúdo que incentivava empresários a verificar as redes sociais de funcionários para identificar se haviam feito o gesto do “L”, associado aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e questionava a permanência desses trabalhadores nas empresas.
O episódio motivou a atuação do MPT, que ajuizou ação civil pública por possível prática de discriminação e assédio eleitoral nas relações de trabalho.
Justiça estabeleceu multa de R$ 50 mil por dia
Na decisão liminar, a Justiça determinou que o comunicado permanecesse visível por dez dias nos stories e no feed dos perfis oficiais da vereadora no Instagram, TikTok e X.
Também foi estabelecida multa de R$ 50 mil por dia em caso de descumprimento, além da obrigação de comprovar o cumprimento da decisão nos autos do processo.
A medida busca reforçar o direito dos trabalhadores de manifestarem suas convicções políticas sem sofrer ameaças, perseguições ou prejuízos profissionais.






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