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Rio de Janeiro,07/11/2026

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    Senadores do PL deixam de votar em sessão sobre maioridade penal

    Apesar de o PL defender historicamente a redução da maioridade penal, senadores da legenda não contribuíram com seus votos em uma decisão que poderia mudar os rumos da proposta no Senado


    Senadores do PL deixam de votar em sessão sobre maioridade penal Crédito: divulgação

    A ausência de dois senadores do PL e um voto registrado de forma equivocada por outro parlamentar da legenda marcaram a votação que decidiu os rumos da discussão sobre a redução da maioridade penal no Senado Federal. Carlos Portinho afirmou que apertou o botão errado, enquanto Magno Malta e Jorge Seif não participaram da votação.


    O resultado foi de 38 votos a 36 a favor da análise da proposta sem incluir, neste momento, a redução da maioridade penal, como defendia o governo. Segundo relatos de parlamentares publicados, os três votos dos integrantes do PL poderiam ter alterado o resultado.


    Magno Malta justificou sua ausência afirmando que estava em um voo e não conseguiu registrar o voto. Já Jorge Seif também não participou da votação. Portinho, por sua vez, declarou que houve um erro ao acionar o sistema de votação.


    A situação chamou atenção porque a redução da maioridade penal é uma pauta historicamente defendida por setores da direita. Durante a campanha eleitoral, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva também declarou apoio à possibilidade de redução, em uma mudança de posicionamento em relação à resistência histórica de parte do PT ao tema.


    O líder do PT no Senado, Camilo Santana, apresentou uma emenda prevendo a redução da maioridade penal de 18 para 16 anos exclusivamente nos casos de crimes hediondos. A proposta da oposição, apresentada pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), era mais abrangente: estabelecia a responsabilização penal a partir dos 16 anos para qualquer crime e dos 14 anos para crimes hediondos, tortura, tráfico de drogas, terrorismo e participação em organizações criminosas. 


    Com a decisão do plenário, as duas emendas foram transformadas em propostas de emenda à Constituição independentes, que seguirão tramitação própria. Portanto, a redução da maioridade penal não foi aprovada nem rejeitada definitivamente: a discussão continuará no Congresso Nacional. 


    A votação que separou o tema da PEC da Segurança terminou com 38 votos favoráveis e 36 contrários, além de uma abstenção.




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