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Rio de Janeiro,04/11/2026

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    “Vote como um brasileiro”: onda do “Faz o L” toma conta das eleições nos EUA após vitória histórica dos democratas

    Mensagens que fazem referência à eleição de Lula no Brasil viralizam nas redes sociais; democratas conquistam maioria na Câmara e no Senado e impõem derrota ao partido de Donald Trump


    “Vote como um brasileiro”: onda do “Faz o L” toma conta das eleições nos EUA após vitória histórica dos democratas Crédito: internet / Ricardo Stuckert

    As eleições de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas nesta terça-feira (3), foram marcadas por uma onda de publicações nas redes sociais que fazem referência ao Brasil e à eleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meio à disputa, americanos passaram a compartilhar mensagens como “Vote como um brasileiro” e “Faça o L”, em uma mobilização que ganhou repercussão internacional.


    Uma das mensagens compartilhadas dizia: “Vote como um brasileiro hoje!!!!!! EXPLODA!!!!!”. Outra publicação convocava os eleitores americanos: “Hey, EUA, votem. Vamos aprender com o Brasil e fazer o mundo melhor”.


    O gesto com a letra L, associado à campanha eleitoral de Lula em 2026, também apareceu em publicações que celebravam os resultados das urnas americanas. Entre as mensagens que circularam estava: “É O FIM DO TRUMPISMO E BOLSONARISMO NO MESMO ANO, TÔ CURADO!!!!!!!!!!!!!!!!!!!”.


    O movimento ganhou ainda mais repercussão depois que os democratas conquistaram o controle das duas casas do Congresso americano: o Senado e a Câmara dos Representantes. O resultado representa uma mudança significativa na correlação de forças políticas de Washington e uma derrota para o presidente Donald Trump e o Partido Republicano.


    Os democratas conquistaram cadeiras em estados tradicionalmente republicanos, incluindo Texas, Carolina do Sul, Iowa e Kansas. A vitória amplia a capacidade do partido de fiscalizar e impor obstáculos à agenda do governo Trump.


    Resultados históricos


    A eleição também foi marcada por conquistas inéditas em diferentes estados americanos.


    Em Wisconsin, David Crowley foi eleito governador e se tornou o primeiro homem negro a ocupar o cargo na história do estado.


    Em Michigan, Abdul El-Sayed conquistou uma cadeira no Senado e se tornou o primeiro muçulmano eleito para a Casa. Já James Talarico venceu a disputa pelo Senado no Texas, encerrando um período de décadas sem um democrata eleito para o cargo no estado.


    Na Califórnia, Xavier Becerra foi eleito governador e se tornou o primeiro latino a ocupar o posto. No Texas, Gina Hinojosa também fez história ao se tornar a primeira mulher latina eleita governadora.


    Outra vitória histórica aconteceu no Novo México. Deb Haaland foi eleita governadora e se tornou a primeira pessoa indígena a ocupar o cargo em um estado americano.


    Em New Hampshire, Chris Pappas venceu a disputa pelo Senado contra o republicano John Sununu. Ele será o primeiro homem abertamente gay eleito para a Casa.


    O que muda com o Congresso nas mãos dos democratas?


    Com a maioria nas duas casas legislativas, os democratas passam a ter instrumentos importantes para fiscalizar o governo Trump e dificultar a aprovação de medidas defendidas pelo presidente.


    Entre as possibilidades estão a abertura de investigações sobre integrantes do governo, convocação de autoridades, pedidos de documentos, criação de comissões parlamentares e controle sobre a tramitação do orçamento federal.


    A nova composição também pode dificultar a aprovação de indicados pelo presidente para cargos que dependem de confirmação do Senado, incluindo embaixadores e juízes federais.


    Além disso, a Câmara dos Representantes poderá iniciar processos de impeachment, enquanto o Senado terá a responsabilidade de julgar eventuais acusações. A maioria democrata também poderá utilizar o controle orçamentário para pressionar o governo em áreas como imigração e gastos militares.


    Apesar da derrota republicana, o resultado não encerra automaticamente o governo Trump. O presidente permanece no cargo, mas terá de lidar com um Congresso controlado pela oposição, o que pode alterar significativamente os rumos de sua administração.




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