Seja bem-vindo
Rio de Janeiro,28/09/2026

    • A +
    • A -

    Flávio Bolsonaro acusa bispos da Igreja Católica de ajudarem a disseminar informação sobre Nossa Senhora Aparecida e chama caso de “fake news”

    Durante ato em Goiânia, candidato afirmou que a informação sobre uma suposta retirada do título de Padroeira do Brasil teve ajuda de pessoas ligadas à CNBB; entidade nega participação


    Flávio Bolsonaro acusa bispos da Igreja Católica de ajudarem a disseminar informação sobre Nossa Senhora Aparecida e chama caso de “fake news” Crédito: JEFFERSON AGUIAR/PERA PHOTO PRESS / divulgação

    O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo (27), durante um ato de campanha em Goiânia (GO), que a informação de que ele pretendia retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil teria sido disseminada com a ajuda de pessoas de dentro da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).


    A declaração foi dada a jornalistas após a carreata realizada na capital goiana. Flávio voltou a afirmar que a informação sobre uma suposta proposta para retirar o título da santa é falsa e disse que o PT teria atuado na disseminação do conteúdo.


    “A maior fake news dessa campanha foi essa sobre Nossa Senhora Aparecida”, afirmou o candidato. Segundo ele, não existiria movimento ou projeto para retirar da santa a condição de Padroeira do Brasil.


    Flávio também afirmou que a suposta disseminação teria contado com “a ajuda de gente dentro da CNBB”. O candidato, porém, não apresentou na declaração pública divulgada evidências que comprovassem a participação da entidade ou de integrantes identificados da CNBB na produção ou disseminação do conteúdo.


    Durante a fala, Flávio ainda criticou uma decisão do ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada a publicações sobre o caso. Ele afirmou que pretende buscar a responsabilização de pessoas que, segundo sua campanha, tenham participado da divulgação do conteúdo, incluindo medidas na esfera eleitoral e pedidos de indenização civil. 


    CNBB nega participação


    Após a declaração, a CNBB divulgou uma nota esclarecendo que não produziu, autorizou ou participou da elaboração ou divulgação de informações falsas relacionadas ao processo eleitoral.


    A entidade também afirmou que não integra qualquer estrutura político-partidária, de partido ou candidatura e repudiou a atribuição de participação em estruturas de desinformação sem fatos e provas que sustentem a acusação.


    “A mentira não se combate com outra mentira”, afirmou a CNBB ao final da nota, na qual reafirmou seu compromisso com a verdade, o diálogo e a paz.


    A entidade também declarou que suas manifestações sobre as eleições são orientadas por sua missão pastoral e por princípios relacionados à dignidade humana, ao bem comum, à democracia e à liberdade de consciência.


    Entenda o caso


    A controvérsia começou após a circulação nas redes sociais de conteúdos associando Flávio Bolsonaro a uma suposta intenção de retirar de Nossa Senhora Aparecida o título de Padroeira do Brasil. Flávio negou a existência de qualquer proposta nesse sentido. 


    O projeto que passou a ser citado nas discussões é o PL 2.623/2007, de autoria do então deputado federal Victório Galli. A proposta pretendia alterar a legislação para substituir a expressão “Padroeira do Brasil” por “Padroeira dos brasileiros católicos apostólicos romanos”. O texto foi arquivado. Victório Galli, autor do projeto, foi assessor do ex-presidente Jair Bolsonaro e é candidato a deputado federal com apoio de Flávio Bolsonaro.


    ASSISTA:






    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.