Quaest aponta Dr. Daniel com 41% e Hana com 32% no 1º turno no Pará; no 2º, 47% a 36%
Levantamento divulgado neste sábado (26) aponta crescimento de Dr. Daniel em relação à rodada anterior; campanha de Hana afirma ter recorrido à Justiça após inserções eleitorais deixarem de ser veiculadas
Crédito: divulgação / Portal Viggo Pesquisa Quaest divulgada neste sábado (26), encomendada pela TV Liberal, mostra Dr. Daniel (Podemos) com 41% das intenções de voto para o Governo do Pará, contra 32% de Hana Ghassan (MDB). Na rodada anterior, realizada em agosto, os dois apareciam com 28% e 27%, respectivamente.
No cenário estimulado, quando os nomes dos candidatos são apresentados aos entrevistados, Araceli Lemos (PSOL) aparece com 2%, enquanto Well Macedo (PSTU) e Gal Leite (UP) têm 1% cada. Ruth Reis (Democrata), que passou a concorrer após a substituição de José Moita, registra 0%. Os indecisos somam 17%, e 6% afirmam que votariam em branco, nulo ou não votariam.
Pesquisa espontânea
Na pesquisa espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados, Dr. Daniel aparece com 23%, ante 14% em agosto. Hana Ghassan tem 19%, contra 12% na rodada anterior.
Araceli, Gal Leite, Well Macedo e Ruth Reis registram 0%. O percentual de eleitores indecisos é de 54%, uma redução em relação aos 69% registrados em agosto. Brancos, nulos e eleitores que não pretendem votar somam 2%.
Segundo o levantamento, 72% dos entrevistados afirmam que a escolha do candidato é definitiva, enquanto 28% dizem que ainda podem mudar de voto até a eleição, marcada para 4 de outubro.
Segundo turno
Em um eventual segundo turno entre Dr. Daniel e Hana Ghassan, o candidato do Podemos aparece com 47%, enquanto a candidata do MDB registra 36%. Em agosto, os dois tinham 36% cada.
Brancos, nulos ou aqueles que não escolheriam nenhum dos dois somam 8%, enquanto 9% estão indecisos. Na rodada anterior, esse último percentual era de 20%.
Saúde é principal problema apontado
A saúde aparece como o principal problema do Pará para 37% dos entrevistados. Em seguida estão violência (12%), infraestrutura (7%), desemprego (5%), economia (5%), corrupção (4%) e educação (3%).
Enchentes foram citadas por 2%, assim como pobreza e desigualdade. Outros problemas somaram 13%, enquanto 1% afirmou não identificar nenhum problema e 9% não souberam ou não responderam.
Rejeição e conhecimento dos candidatos
Entre os dois principais candidatos, Dr. Daniel é conhecido e recebe declaração de voto de 51% dos entrevistados. Outros 25% afirmam não conhecê-lo, enquanto 24% dizem conhecê-lo, mas que não votariam nele.
Hana Ghassan é conhecida e recebe declaração de voto de 41%. O índice de desconhecimento é de 27%, enquanto 32% afirmam conhecê-la, mas não votariam nela. Os demais candidatos apresentam índices de desconhecimento superiores a 80%, segundo o levantamento. (O Liberal)
Avaliação do governo
A pesquisa também avaliou a administração estadual. O governo de Hana Ghassan é aprovado por 47% dos entrevistados e desaprovado por 25%. Outros 28% não souberam ou não responderam.
Na avaliação da gestão, 35% consideram o governo positivo, 30% avaliam como regular e 16% como negativo. Outros 19% não souberam ou não responderam.
Sobre a continuidade do grupo político do governador Helder Barbalho (MDB), 52% afirmam que ele merece eleger um sucessor, enquanto 38% dizem que não. Outros 10% não souberam ou não responderam.
Campanha de Hana recorre à Justiça
Também neste sábado, a coligação O Pará Tá Junto, da candidata Hana Ghassan, informou que recorreu à Justiça Eleitoral após uma emissora de televisão deixar de veicular inserções da propaganda eleitoral da campanha.
Segundo a coligação, as peças utilizam imagens e declarações públicas envolvendo Dr. Daniel e o ex-vereador de Ananindeua Deivite Wener Araújo Galvão, conhecido como Gordo do Aurá. A campanha afirma que não foi apresentada nenhuma determinação da Justiça Eleitoral que impedisse a veiculação e classificou a decisão como “censura”.
O material citado pela campanha retoma registros das eleições de 2018, quando Daniel era vereador de Ananindeua e disputava uma vaga de deputado estadual. Um dos vídeos mostra Daniel ao lado de Gordo do Aurá durante a campanha e registra uma declaração do então candidato sobre a relação política entre os dois.
Gordo do Aurá foi preso em setembro de 2018 durante a Operação Cristo Redentor e era investigado por tráfico de drogas e relações com o crime organizado. As acusações e investigações mencionadas são referentes à época e não significam condenação por esses fatos.
Ele foi assassinado em fevereiro de 2019, aos 37 anos, em Belém. Em dezembro de 2023, durante a gestão de Daniel Santos na Prefeitura de Ananindeua, uma praça revitalizada no bairro do Aurá recebeu o nome de Vereador Deivite Wener Araújo Galvão.
Os registros citados pela campanha documentam uma relação política entre Daniel e Gordo do Aurá, mas essa proximidade, por si só, não comprova participação de Daniel Santos em crimes atribuídos ao ex-vereador.
A coligação afirma que levou o caso à Justiça Eleitoral para tentar garantir a veiculação das inserções. O horário eleitoral gratuito do primeiro turno segue até 1º de outubro. (Tribunal Regional Eleitoral do Pará)
Metodologia
A Quaest ouviu 804 pessoas com 16 anos ou mais, presencialmente, entre os dias 22 e 25 de setembro. A margem de erro é de 3 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%.
A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PA-07042/2026.




COMENTÁRIOS