PF deflagra Operação Termidor contra grupo suspeito de furtar e comercializar ilegalmente fruto do dendê no Pará
Ação, realizada em conjunto com a Receita Federal, cumpre nove prisões preventivas e 26 mandados de busca e apreensão; Justiça determinou bloqueio de R$ 153 milhões
Crédito: Polícia Federal A Polícia Federal, em conjunto com a Receita Federal, deflagrou nesta quinta-feira (17) a Operação Termidor, que investiga um grupo criminoso suspeito de envolvimento em furto, receptação e comercialização ilícita do fruto do dendê, além de lavagem de dinheiro e ocultação de bens, direitos e valores.
Ao todo, são cumpridos nove mandados de prisão preventiva e 26 mandados de busca e apreensão. As medidas são realizadas nos municípios paraenses de Belém, Ananindeua, Castanhal e Tomé-Açu, além de Indaiatuba, no estado de São Paulo.
As ordens judiciais foram expedidas pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará (SJPA), que também determinou o bloqueio de aproximadamente R$ 153 milhões em bens e valores pertencentes aos investigados. A decisão prevê ainda a suspensão por tempo indeterminado das atividades econômicas de 11 empresas investigadas.
Segundo a investigação, grupos empresariais ligados ao esquema teriam movimentado aproximadamente R$ 1 bilhão nos últimos quatro anos, com a mistura de recursos de origem lícita e supostamente ilícita dentro da cadeia econômica do dendê.
Conflito na região
As investigações tiveram início a partir da apuração de um conflito registrado nos municípios paraenses de Concórdia do Pará, Tomé-Açu, Acará, Moju e Tailândia, região marcada pela produção de dendê.
De acordo com a Polícia Federal, os trabalhos identificaram indícios da existência de uma estrutura criminosa armada que atuaria no furto, receptação e comercialização clandestina do fruto, além da lavagem dos valores obtidos com as atividades.
As apurações também apontam para a possível participação de servidores públicos e integrantes de grupo criminoso no esquema.
Lavagem de dinheiro
Durante as investigações, foram identificados ainda indícios de irregularidades fiscais e lavagem de capitais, incluindo a manutenção de patrimônio registrado em nome de terceiros, prática conhecida como ocultação patrimonial.
Os documentos, aparelhos e demais materiais apreendidos durante a operação serão submetidos a análises complementares. As informações serão cruzadas com dados fiscais e bancários dos investigados para aprofundar a apuração e identificar a extensão do suposto esquema criminoso.
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