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Rio de Janeiro,16/09/2026

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    PF deflagra Operação Sonar no Pará para investigar desvio de recursos públicos

    Operação cumpre 12 mandados de busca e apreensão; um investigado foi preso em flagrante com mais de R$ 1,2 milhão em espécie


    PF deflagra Operação Sonar no Pará para investigar desvio de recursos públicos Crédito: Polícia Federal

    A Polícia Federal, em conjunto com a Controladoria-Geral da União (CGU), deflagrou nesta terça-feira (15) a Operação Sonar, que investiga a atuação de um grupo criminoso suspeito de desviar recursos públicos, cobrar vantagens indevidas de fornecedores, direcionar contratações e lavar dinheiro em uma empresa pública federal sediada em Belém, no Pará.


    Ao todo, são cumpridos 12 mandados de busca e apreensão, expedidos pela 4ª Vara Federal Criminal da Seção Judiciária do Pará. As ordens judiciais são realizadas em endereços residenciais, empresariais e institucionais ligados aos investigados.


    Durante a operação, um dos alvos foi preso em flagrante por lavagem de capitais, após ser encontrado com mais de R$ 1,2 milhão em dinheiro vivo. Segundo a investigação, o investigado não apresentou comprovação da origem lícita dos valores.


    Além do dinheiro, os agentes apreenderam joias, veículos, documentos, equipamentos eletrônicos e mídias de armazenamento, que serão encaminhados para análise pericial. Os bens e valores permanecem à disposição da Justiça Federal.


    Entre as medidas determinadas pela Justiça também estão o afastamento de 12 servidores de suas funções públicas, com proibição de acesso às dependências e aos sistemas da empresa, além de restrições de contato entre os investigados e com fornecedores.


    A Justiça determinou ainda o bloqueio patrimonial de até R$ 17 milhões, com o objetivo de recuperar ativos e garantir eventual reparação aos cofres públicos. Também foram autorizados o afastamento dos sigilos bancário e fiscal de 35 investigados e a suspensão de contratos e cessões de uso relacionados às empresas sob suspeita.


    De acordo com a PF, há indícios de que faturas referentes a serviços efetivamente prestados teriam sido retidas e que fornecedores seriam pressionados a pagar comissões em dinheiro para que os valores devidos fossem liberados.


    As investigações também apontam para um possível direcionamento de contratações por meio da criação artificial de situações emergenciais, beneficiando empresas previamente escolhidas. O grupo também é suspeito de utilizar empresas sem estrutura operacional e pessoas interpostas para ocultar e dissimular recursos provenientes dos supostos crimes.


    Os investigados são apurados, em tese, pelos crimes de organização criminosa, peculato, concussão, corrupção passiva, crimes em licitações e contratos administrativos, falsidade ideológica e lavagem de capitais.


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