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Rio de Janeiro,18/09/2026

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    PF apreende R$ 2,5 milhões em espécie em Belém e investiga possível desvio de recursos públicos; apuração aponta relação com irmãos Coelho

    Dois homens foram presos em flagrante após retirarem o dinheiro de uma agência bancária; investigação apura possível desvio de recursos públicos e cita ligação dos suspeitos com dois políticos paraenses


    PF apreende R$ 2,5 milhões em espécie em Belém e investiga possível desvio de recursos públicos; apuração aponta relação com irmãos Coelho Crédito: acervo pessoal / Polícia Federal

    A Polícia Federal prendeu em flagrante duas pessoas, nesta quarta-feira (16), em Belém, após a retirada de R$ 2,5 milhões em espécie de uma agência bancária da capital paraense. O dinheiro foi apreendido pelos agentes durante a abordagem.


    Segundo a Polícia Federal, as investigações apontam a suspeita de que os valores sejam provenientes de desvio de recursos públicos e teriam como destino o financiamento irregular de campanha eleitoral.


    A ação ocorre no momento em que a PF apura a possível utilização de recursos de origem ilícita no contexto eleitoral. A investigação contou com a participação da Controladoria-Geral da União (CGU), especialmente nas análises e no rastreamento da origem e movimentação dos valores.


    Além dos R$ 2,5 milhões, os policiais apreenderam uma arma de fogo e outros materiais, que serão submetidos à análise no decorrer das investigações.


    Irmãos políticos são citados em apuração


    De acordo com apurações da coluna de Mirelle Pinheiro, do Metrópoles, e informações divulgadas pelo Grupo Liberal, os dois homens presos teriam ligação com o vereador de Belém João Coelho (PDT), candidato a deputado estadual, e com o irmão dele, o deputado estadual Adriano Coelho (MDB), que disputa uma vaga na Câmara dos Deputados.


    Nenhum dos dois parlamentares estava no veículo no momento da abordagem e ambos não foram presos durante a ação.


    João Paulo Albuquerque Coelho é vereador de Belém pelo PDT e concorre a uma vaga na Assembleia Legislativa do Pará. Já Marco Adriano Albuquerque Coelho, conhecido como Adriano Coelho, é deputado estadual pelo MDB e candidato a deputado federal.


    Os irmãos pertencem a uma família que possui empresas com contratos junto ao poder público. Segundo as informações divulgadas, uma empresa pertencente a uma irmã dos parlamentares mantém contrato estimado em aproximadamente R$ 40 milhões com a Secretaria de Estado de Educação do Pará para serviços de limpeza em escolas estaduais.


    A eventual relação dos políticos com os valores apreendidos e com os fatos investigados ainda deverá ser esclarecida pelas autoridades. Até o momento, a Polícia Federal não informou que os dois parlamentares tenham sido presos ou formalmente responsabilizados pela apreensão.


    Suspeitos podem responder por diferentes crimes


    Segundo a Polícia Federal, os dois presos foram colocados à disposição do Tribunal Regional Eleitoral do Pará (TRE-PA) e poderão responder, de acordo com a participação de cada um nos fatos, por crimes como lavagem de dinheiro, peculato, associação criminosa, corrupção eleitoral, porte ilegal de arma de fogo e resistência, além de outros delitos que possam ser identificados durante o avanço da investigação.


    As autoridades ainda devem analisar os materiais apreendidos e aprofundar a apuração sobre a origem dos R$ 2,5 milhões, a movimentação dos recursos e sua possível destinação.




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