Cada vez mais homens recorrem a cirurgias abdominais e já representam 30% dos procedimentos estéticos no Brasil
Alta na procura por lipoaspiração e abdominoplastia reforça a importância dos cuidados no pós-operatório
Crédito: Portal Viggo O número de homens que buscam procedimentos estéticos para remodelar o abdômen tem crescido no Brasil, acompanhando uma mudança no comportamento masculino em relação aos cuidados com a aparência e o bem-estar. Entre as cirurgias mais procuradas estão a lipoaspiração e a abdominoplastia, procedimentos que exigem atenção não apenas ao resultado estético, mas também à recuperação do organismo após a intervenção.
Dados da Sociedade Internacional de Cirurgia Plástica Estética apontam que o Brasil realizou cerca de 2,35 milhões de cirurgias plásticas em 2024, liderando o ranking mundial. A lipoaspiração foi o procedimento estético mais realizado no país, com quase 290 mil cirurgias, enquanto a abdominoplastia registrou mais de 192 mil casos.
A participação masculina também vem aumentando. Segundo a Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, os homens já representam aproximadamente 30% dos procedimentos estéticos realizados no Brasil, um crescimento significativo em comparação aos últimos anos.
Para a fisioterapeuta Dra. Mariana Milazzotto, o sucesso dessas cirurgias não depende apenas da técnica utilizada durante a operação, mas também dos cuidados adotados nas semanas seguintes. Segundo ela, o pós-operatório é uma etapa fundamental para garantir não apenas a estética desejada, mas também a funcionalidade do corpo.
“A cirurgia altera o contorno corporal, mas também impacta a forma como o organismo se movimenta e se reorganiza. O abdômen participa da postura, da respiração e da estabilidade do tronco. Quando o pós-operatório é tratado apenas como um período de espera, uma parte importante da recuperação acaba sendo deixada de lado”, explica.
Recuperação vai além da cicatrização
Após procedimentos como lipoaspiração abdominal e abdominoplastia, é comum que o paciente apresente inchaço, desconforto, sensação de repuxamento e limitação temporária dos movimentos. Embora essas reações façam parte do processo natural de recuperação, elas podem interferir na rotina e na qualidade de vida.
De acordo com Mariana, muitos pacientes associam a recuperação apenas à cicatrização da pele, sem perceber que o corpo passa por uma adaptação mais ampla.
“Além da cicatriz, há mudanças na sensibilidade da região, na postura e até no padrão respiratório. Em alguns casos, o receio de sentir dor faz com que a pessoa limite seus movimentos por mais tempo do que o necessário”, destaca.
Função do abdômen também deve ser preservada
A especialista ressalta que a região abdominal tem papel essencial na sustentação do corpo e na realização de atividades cotidianas, como caminhar, levantar objetos, tossir e mudar de posição. Por isso, o acompanhamento adequado durante a recuperação ajuda a evitar compensações musculares e desconfortos prolongados.
Entre os cuidados recomendados no período pós-operatório estão seguir rigorosamente as orientações médicas e fisioterapêuticas, evitar esforços precoces, observar sinais como dores persistentes ou inchaço excessivo e retomar a mobilidade de forma gradual e segura.
“É natural que o paciente esteja focado no resultado visual, mas a forma como o corpo volta a funcionar também influencia diretamente a recuperação e até mesmo o resultado final da cirurgia”, afirma.
Com o crescimento da procura masculina por procedimentos estéticos, especialistas reforçam que a recuperação deve ser encarada como parte essencial do tratamento. Mais do que alcançar um novo contorno corporal, o objetivo é garantir que o organismo recupere plenamente sua mobilidade, conforto e funcionalidade.





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