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Rio de Janeiro,30/05/2026

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    Quando a inspiração vira cópia: plágio digital cresce nas redes sociais

    Utilização de elementos semelhantes ao EXCLUVIGGO e ao Viggolino reforça discussão sobre a proteção de marcas e identidades visuais na internet


    Quando a inspiração vira cópia: plágio digital cresce nas redes sociais Crédito: Portal Viggo / cópia do Portal Viggo

    O crescimento das redes sociais abriu espaço para novos criadores de conteúdo, empresas e veículos de comunicação. Mas, junto com as oportunidades, também surgiu um problema cada vez mais frequente: a reprodução de marcas, conceitos, personagens e identidades visuais criadas por terceiros.


    Tornou-se comum encontrar perfis que reproduzem nomes, quadros, artes, mascotes, logotipos e até formatos editoriais já consolidados por outras páginas. Em muitos casos, as semelhanças vão além da inspiração e levantam questionamentos sobre os limites entre referência e cópia.


    O PORTAL VIGGO está enfrentando uma situação que exemplifica esse cenário. Um perfil de notícias passou a utilizar a expressão “ExcluPop”, considerada uma referência direta ao EXCLUVIGGO, marca criada pelo portal para identificar conteúdos exclusivos. O EXCLUVIGGO se transformou em uma das principais assinaturas editoriais do veículo, tornando-se reconhecido pelo público e associado à identidade da marca.


    Inicialmente, o portal optou por não se manifestar publicamente sobre o assunto. No entanto, a situação ganhou um novo capítulo quando o mesmo perfil passou a utilizar um personagem gráfico com características semelhantes ao Viggolino, mascote oficial do PORTAL VIGGO.


    O Viggolino foi criado pelo designer Welbert Soeiro e integra a identidade visual desenvolvida exclusivamente para o portal. Assim como o EXCLUVIGGO, o personagem nasceu de um processo criativo que envolveu pesquisa, planejamento, estratégia de marca e desenvolvimento profissional.


    Para a equipe do PORTAL VIGGO, a utilização de um personagem com proposta visual semelhante foi recebida como um desrespeito ao trabalho desenvolvido ao longo dos anos.


    “O EXCLUVIGGO não surgiu por acaso. O Viggolino também não. São projetos criados para representar nossa identidade, nossa história e a forma como nos comunicamos com o público. Quando vemos elementos tão característicos sendo reproduzidos por terceiros, sentimos que todo esse trabalho está sendo desvalorizado”, afirma a equipe.


    O debate sobre originalidade ganha ainda mais relevância diante das transformações que o setor da comunicação vem enfrentando. Recentemente, o PORTAL VIGGO publicou uma reportagem discutindo o avanço de influenciadores digitais em espaços tradicionalmente ocupados por jornalistas e veículos de imprensa, abordando os desafios enfrentados pela profissão em um cenário de constantes mudanças.


    Agora, surge uma nova preocupação. Se antes a discussão era sobre influenciadores ocupando espaços historicamente ligados ao jornalismo, hoje também é necessário discutir a preservação da identidade construída pelos próprios veículos de comunicação. Afinal, além da concorrência por audiência, empresas jornalísticas passam a enfrentar situações em que suas marcas, conceitos e elementos visuais são reproduzidos por outros perfis.


    A preocupação vai além de um caso específico. Trata-se de uma reflexão sobre a valorização da criatividade, da originalidade e do trabalho profissional. Designers, ilustradores, jornalistas, fotógrafos e comunicadores investem tempo, estudo e recursos para desenvolver projetos capazes de criar identificação com o público. Quando esses elementos passam a ser reproduzidos por terceiros, surge um debate legítimo sobre os limites entre inspiração e apropriação.


    O problema não afeta apenas empresas de comunicação. Pequenos empreendedores, artistas, designers gráficos, fotógrafos e criadores de conteúdo também relatam frequentemente a utilização não autorizada de seus trabalhos. Em alguns casos, as semelhanças são tão grandes que acabam gerando confusão entre seguidores, clientes e consumidores.


    Tanto o EXCLUVIGGO quanto o Viggolino fazem parte da identidade visual criada por Welbert Soeiro para o PORTAL VIGGO. Todo esse trabalho foi desenvolvido a partir de pesquisa, planejamento e criatividade, resultando em elementos que hoje são facilmente reconhecidos pelo público que acompanha o portal.


    A legislação brasileira prevê proteção para diversas formas de criação intelectual. Dependendo das circunstâncias, a reprodução indevida de obras, personagens, marcas e elementos visuais pode gerar responsabilização civil e penal. Por isso, especialistas recomendam que criadores e empresas busquem registrar suas marcas e documentar seus processos criativos.


    O caso envolvendo o PORTAL VIGGO é apenas um exemplo de uma discussão cada vez mais presente na era digital. Em um ambiente onde copiar se tornou fácil, a originalidade continua sendo um dos ativos mais valiosos de qualquer marca. Afinal, tendências podem ser replicadas, mas identidade, credibilidade e reconhecimento são construídos com trabalho, investimento e tempo.




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