Psica lança calendário anual e anuncia festival de verão no Marajó: “Agora somos um movimento cultural o ano inteiro”
Diretor Jeft Dias afirma ao PORTAL VIGGO que o festival amplia sua atuação em 2026 com novos projetos, ações durante o Círio, encontro pan-amazônico e uma inédita edição de verão na vila de Joanes
Crédito: Divulgação O Psica deu um passo inédito em sua trajetória e passa a ocupar o calendário cultural da Amazônia durante todo o ano. Nesta sexta-feira (29), o festival lançou oficialmente sua programação completa para 2026, reunindo novos projetos, encontros culturais e a criação do Festival Psica no Verão Amazônico, que acontecerá nos dias 17 e 18 de julho, na vila de Joanes, no arquipélago do Marajó.
Em entrevista ao PORTAL VIGGO, o diretor do festival, Jeft Dias, destacou que a iniciativa representa uma transformação no papel desempenhado pelo Psica na cena cultural da região.
“Como Instituto Psica, a gente tem o compromisso de fortalecer, alicerçar e ajudar a difundir a cultura amazônica, a cultura do Norte e, principalmente, a cultura do Pará. Com esse calendário, o Psica deixa de ser um festival que acontece apenas uma vez por ano para se tornar um movimento cultural amazônico que acontece o ano inteiro”, afirmou.
Segundo Jeft, a decisão de divulgar as datas com antecedência também acompanha o crescimento do impacto turístico e econômico gerado pelo evento. Em 2025, o festival reuniu mais de 110 mil pessoas em três dias de programação, com uma grande parcela do público vindo de outros estados.
“A gente percebeu que muitas pessoas já organizam viagem e hospedagem meses antes. Tem gente que vem do Amazonas, do Amapá, do Maranhão e de várias partes do Brasil para viver essa experiência. Lançar o calendário agora é uma forma de permitir que todo mundo consiga se programar”, explicou.
Entre as novidades, a principal aposta é o Festival Psica no Verão Amazônico. A nova edição nasce inspirada nas tradicionais temporadas de verão dos interiores paraenses e terá como cenário a vila de Joanes, no Marajó.
Jeft contou que a escolha do destino tem forte ligação afetiva com a história de sua família.
“O Marajó é um berço ancestral para mim e para o meu irmão. Nossa família vem de lá e nós crescemos frequentando aquele território. Levar o Psica para o Marajó é algo mágico e muito bonito”, disse.
O diretor também explicou que a proposta surgiu como uma forma de expandir a experiência do festival sem deixar a Amazônia.
“Muita gente dizia que o Psica precisava sair para outras cidades e outros estados. Mas a gente pensou diferente. O Psica não vai sair. O Psica vai entrar. Vai para dentro da Amazônia, valorizando ainda mais os nossos territórios”, destacou.
A programação do Psica no Verão Amazônico reunirá artistas marajoaras, nomes da música amazônica e atrações nacionais, transitando por ritmos como carimbó, reggae, brega e pop, em uma celebração inspirada nas festas de verão que movimentam rios, ilhas e comunidades da região.
Além do festival de verão, o calendário de 2026 inclui uma nova edição do Motins, encontro pan-amazônico de música e cultura periférica, previsto para setembro, e o Psica de Nazaré, realizado durante o Círio, nos dias 10 e 11 de outubro, na Casa Dourada, sede do Instituto Psica, na Cidade Velha.
Os line-ups do Festival Psica no Verão Amazônico e do Festival Psica 2026 ainda serão divulgados nas próximas semanas. “Acalma o coração que já já tem novidade. Está ficando muito bonito e muito especial”, garantiu Jeft.
Calendário Psica 2026
* 2 de junho – Abertura das vendas do lote Confia
* 8 de junho – Lançamento do Festival Psica no Verão Amazônico
* 15 de junho – Divulgação do line-up do festival de verão
* 22 de junho – Encerramento das vendas do lote Confia
* 23 de junho – Anúncio dos primeiros artistas do Festival Psica 2026
* 17 e 18 de julho – Festival Psica no Verão Amazônico (Marajó)
* Setembro – Motins
* 10 e 11 de outubro – Psica de Nazaré
* 11, 12 e 13 de dezembro – Festival Psica 2026, em Belém.
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