O futuro já chegou: robô dança cumbia com Valéria Paiva durante show em Belém
Apresentação da Fruto Sensual misturou tecnologia, cultura latina e tecnomelody em uma performance inusitada que surpreendeu o público paraense
Crédito: Lucas Sousa Um momento inusitado roubou a cena durante o show da banda Valéria Paiva na noite desta sexta-feira (22), em Belém. Um robô com inteligência artificial subiu ao palco durante a apresentação da Fruto Sensual e surpreendeu o público ao dançar ao lado da cantora ao som de uma cumbia.
A cena aconteceu enquanto Valéria interpretava o popurrí “La Gorra / El Bailador”, de Domingo Valdivia Y Compañía, um clássico da chamada Cumbia Costeña, estilo popular nas regiões de Guerrero e Oaxaca, no México. O ritmo, marcado por batidas aceleradas e forte apelo dançante, levantou o público e ganhou ainda mais destaque com a performance do robô no palco.
A cumbia, ritmo originário da Colômbia e do Panamá, atravessou fronteiras e encontrou no Pará um terreno fértil para adaptações ao longo das décadas. Misturada ao carimbó, à lambada, à guitarrada e aos sons eletrônicos amazônicos, ela ajudou a moldar a sonoridade conhecida hoje como latino-amazônica.
Historicamente, a proximidade cultural do Norte do Brasil com o Caribe contribuiu para a chegada desses sons à região, especialmente entre os anos 1970 e 1980, quando discos de vinil vindos de países latino-americanos circulavam nas rádios e festas populares. A partir daí, artistas locais passaram a criar releituras próprias, transformando a cumbia em um fenômeno popular no estado.
Canções como “Cumbia do Amor” e “Cumbia da Burrita” atravessaram gerações e seguem presentes nas festas de aparelhagem, nos bailes e até nos famosos “pendrives do Ver-o-Peso”, vendidos em mercados populares de Belém com coletâneas de sucessos dançantes.
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