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Rio de Janeiro,12/05/2026

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PF aponta suposto “mensalão” a Ciro Nogueira em investigação sobre Banco Master; cotado para vice de Bolsonaro já disse que renunciaria se fosse citado no caso

A Polícia Federal aponta que o senador teria recebido ao menos R$ 300 mil mensais em vantagens supostamente pagas pelo banqueiro Daniel Vorcaro; defesa nega irregularidades e afirma que Ciro Nogueira está à disposição da Justiça


PF aponta suposto “mensalão” a Ciro Nogueira em investigação sobre Banco Master; cotado para vice de Bolsonaro já disse que renunciaria se fosse citado no caso Crédito: arquivo pessoal

A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (7) a quinta fase da Operação Compliance Zero e colocou o senador Ciro Nogueira no centro das investigações envolvendo o banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a PF, o parlamentar seria o “destinatário central” de vantagens indevidas supostamente pagas por Vorcaro.


A operação teve autorização do ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), que determinou mandados de busca e apreensão contra o senador, além do bloqueio de R$ 18,5 milhões em bens.


De acordo com o relatório da PF, as investigações apontam que Daniel Vorcaro teria bancado um suposto “mensalão” de ao menos R$ 300 mil para Ciro Nogueira, além de despesas pessoais, incluindo hospedagens em hotéis de luxo e gastos em cartão de crédito. Os investigadores também citam indícios de repasses em dinheiro vivo e aquisição de participação em empresa com desconto considerado elevado.


A Polícia Federal afirma ainda que o senador teria “instrumentalizado o exercício do mandato parlamentar” em favor dos interesses privados do Banco Master. Entre os elementos citados pelos investigadores está o envio, por Vorcaro, de um envelope contendo o texto de uma emenda que beneficiaria a instituição financeira.


Na decisão que embasou a operação, o ministro André Mendonça destacou que Ciro Nogueira “detém o controle e figura como principal beneficiário das condutas relacionadas à execução material de atos de lavagem de capitais sob investigação”.


Em nota, a defesa do senador negou qualquer irregularidade e afirmou que repudia “qualquer ilação de ilicitude” sobre sua atuação parlamentar. Os advogados também disseram que Ciro está à disposição da Justiça para prestar esclarecimentos e criticaram medidas investigativas consideradas “graves e invasivas”, alegando que elas teriam sido tomadas com base em “mera troca de mensagens”.


O caso também ganha repercussão política em meio às articulações para a eleição presidencial. Recentemente, o senador Flávio Bolsonaro, pré-candidato à Presidência da República, declarou em entrevista que Ciro Nogueira teria “todas as credenciais” para ocupar o posto de vice em uma eventual chapa.


“Com relação ao vice… acho que quem tem todas as credenciais para ser é o Ciro… é um bom perfil… tem um partido forte e é leal ao presidente Bolsonaro”, afirmou Flávio.


A situação chama atenção porque, anteriormente, Ciro Nogueira chegou a afirmar publicamente que renunciaria ao mandato de senador caso seu nome fosse citado nas investigações envolvendo o Banco Master.


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