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Belém,28/04/2026

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Festival Salvador Jazz reforça protagonismo afro-brasileiro e projeta edição histórica em 2026

Evento gratuito no Rio Vermelho deve reunir mais de 15 mil pessoas e destaca diversidade sonora com nomes como Sandra Sá, Amaro Freitas e A Cor do Som


Festival Salvador Jazz reforça protagonismo afro-brasileiro e projeta edição histórica em 2026 Crédito: Diego Bresani

Celebrado mundialmente no dia 30 de abril, o Dia Internacional do Jazz ganha cada vez mais força como ferramenta de conexão cultural e valorização da produção afrodiaspórica. Instituído pela UNESCO em parceria com o Instituto Herbie Hancock de Jazz, o movimento tem impulsionado ações em escolas, comunidades e centros culturais ao redor do mundo, e no Brasil, encontra eco em iniciativas como o Festival Salvador Jazz.


Realizado há seis anos na capital baiana, o Festival Salvador Jazz se consolidou como um dos principais eventos dedicados à música instrumental e às sonoridades contemporâneas no país. Em sua sétima edição, prevista para 2026, o festival deve reunir cerca de 15 mil pessoas ao longo de dois dias de programação gratuita no Largo da Mariquita, no bairro do Rio Vermelho.


Mais do que um festival, o evento propõe uma ampliação do conceito de jazz, promovendo encontros entre o gênero e ritmos como R&B, soul, afrobeat, MPB e tradições africanas. Ao longo dos anos, o palco já recebeu nomes de destaque como Orkestra Rumpilezz, Mayra Andrade, Luedji Luna, Bixiga 70, Spok Frevo, Pradarrum, Marcos Suzano e Jonathan Ferr.


Com curadoria da produtora cultural Fernanda Bezerra e do pesquisador, historiador e músico Fabrício Mota, o festival também se destaca por seu compromisso com a representatividade: em 2026, 70% da programação será composta por artistas negros e 50% contará com participação feminina.


“A proposta é trabalhar com um conceito ampliado de jazz, valorizando sua pluralidade e os diálogos com outros gêneros musicais. Queremos reforçar Salvador como um polo criativo e aberto à diversidade sonora”, afirmam os curadores.


A edição de 2026 também estabelece uma conexão simbólica com o Chicago Jazz Festival, um dos mais tradicionais do mundo, criando uma ponte cultural entre diferentes territórios das Américas.


Line-up reúne grandes nomes da música brasileira


Entre os dias 27 e 31 de maio, o Largo da Mariquita será palco de uma programação intensa, que mistura a boemia do Rio Vermelho com a potência do jazz e suas vertentes contemporâneas. Entre os artistas confirmados estão Sandra Sá, A Cor do Som, Amaro Freitas e Aguidavi do Jêje.


Para o músico Mú Carvalho, integrante de A Cor do Som, o jazz mantém sua relevância justamente por sua essência humana: “É a mais pura e sincera expressão da música. Em tempos de inteligência artificial e excesso de lançamentos digitais, o jazz reafirma a importância de músicos tocando com sentimento”.


Apresentado pelo Ministério da Cultura e pelo Banco do Nordeste, por meio da Lei Federal de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), o festival conta com produção da Maré Produções Culturais e reforça seu papel como espaço de celebração, formação e intercâmbio cultural no cenário brasileiro.




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