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Belém,09/04/2026

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Seminarista é encontrado ferido na Grande Belém; caso é investigado

Polícia Civil apura o caso enquanto família aguarda respostas sobre o que aconteceu


Seminarista é encontrado ferido na Grande Belém; caso é investigado Crédito: Arquidiocese de Belém

A Polícia Civil do Pará investiga o caso de um jovem seminarista encontrado gravemente ferido após sair de um seminário, em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. Segundo relato da mãe, o jovem passou o domingo de Páscoa com a família e deveria retornar ao seminário apenas por volta das 21h30 da segunda-feira (6). No entanto, ele decidiu sair mais cedo de casa, por volta de 18h30, e foi deixado pelo irmão dentro das dependências do seminário, já na área de acesso ao dormitório.


Cerca de 20 a 30 minutos depois, a família recebeu uma ligação informando que ele havia sido encontrado ferido e desorientado nas proximidades de uma panificadora, a poucos metros do local.


“Foi tudo muito rápido. Ele saiu bem de casa e, em menos de meia hora, já estava daquele jeito, ferido e sem entender nada”, relatou a mãe.


Ao chegar ao local, ela encontrou o filho com sangramento intenso na região da sobrancelha, diversas escoriações no rosto e completamente atordoado. Ele foi socorrido e levado ao hospital, onde permanece internado na Unidade de Terapia Intensiva (UTI).


De acordo com a mãe, o quadro clínico é considerado estável, mas ainda inspira cuidados. O jovem apresenta lesão no tórax, que atingiu o pulmão, além de falhas de memória e episódios de desorientação.


“Ele está estável, mas ainda na UTI. Não reconhece algumas pessoas e tem lapsos de memória. Eu ainda estou aguardando um novo boletim médico”, afirmou.


Imagens de câmeras de segurança obtidas mostram apenas trechos do momento em que ele aparece já ferido dentro do seminário. Em um dos registros, segundo a mãe, o jovem surge em estado de convulsão por cerca de 10 minutos. No entanto, não há imagens que expliquem o que aconteceu antes disso, nem como ele deixou o local.


“Não mostram o antes. Não mostram o que levou ele àquilo. São só recortes. Eu não vi ele saindo do seminário”, disse.


Outro ponto que chama atenção é a segurança do local. A mãe afirma que o portão estava aberto e que não houve qualquer controle de entrada ou saída.


“Eu mesma entrei e saí e ninguém me perguntou nada. O portão estava aberto e o vigilante no celular. Se eu entrei, qualquer outra pessoa poderia ter entrado também”.


Ela também relata que há testemunhas que teriam visto o jovem ainda dentro do seminário, já ferido e desorientado, sem que houvesse socorro imediato.


“Disseram que ele passou por um seminarista ensanguentado e ninguém ajudou. Como isso acontece dentro de um seminário?”


Cobrança por respostas


A mãe cobra explicações da instituição religiosa e critica a falta de apoio após o ocorrido.


“Até antes da delegacia, ainda falavam comigo. Depois disso, ninguém mais entrou em contato para saber como meu filho está. Isso é muito estranho”.


Segundo ela, apenas um padre responsável chegou a manter contato inicial, mas demorou a fornecer imagens e informações. Após o registro do boletim de ocorrência, o contato teria cessado.


“Eles dizem que estão dispostos a ajudar, mas não estão. Se estivessem, já teriam entregue todas as imagens”.


A família também afirma que o jovem não possui histórico de convulsões e que exames toxicológicos deram negativo, descartando, segundo ela, qualquer envolvimento com drogas.


Investigação


A Polícia Civil do Pará confirmou que o caso está sendo apurado pela Seccional de Ananindeua. Intimações já foram expedidas, e testemunhas, incluindo responsáveis pelo seminário e vigilantes, devem ser ouvidas.


Perícias e análises de imagens também estão em andamento. A polícia não descarta nenhuma hipótese até o momento.


Enquanto isso, a família segue em busca de respostas.


“Eu não quero culpar ninguém sem provas. Eu só quero saber o que aconteceu com o meu filho. Ele entrou bem e saiu daquele jeito. Isso não pode ficar sem explicação”.


A Arquidiocese de Belém informou, em nota, que tomou conhecimento do caso por meio da família e afirmou que o seminarista estava de folga no período pascal, tendo retornado antes do previsto e saído novamente do seminário sem explicação. A instituição também declarou que repudia qualquer forma de violência e que está colaborando com as autoridades.




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