Vítima afirma que condenação de Bruno Mafra traz alívio, mas não apaga dor
Em desabafo público, vítima afirma que decisão da Justiça é resultado de anos de luta e reforça que caso já foi confirmado em segunda instância
Crédito: Reprodução Uma das vítimas do caso que levou à condenação do cantor Bruno Mafra, conhecido como Bruno e Trio, se pronunciou publicamente após a confirmação da sentença pela Justiça.
Em um relato emocionado, ela afirmou viver um momento de luto, mesmo diante da decisão judicial. “Hoje eu vivo um luto, porque eu enterrei o meu genitor”, declarou.
A vítima destacou que o processo não se trata de uma denúncia recente ou de suspeitas, mas de uma condenação confirmada em segunda instância, de forma unânime pelas desembargadoras. “Foram anos de luta para que a gente tivesse uma resposta”, afirmou.
Segundo ela, o silêncio foi mantido durante boa parte do processo para respeitar os trâmites judiciais. Com a confirmação da sentença e a repercussão do caso, decidiu se posicionar. “Não é algo fácil. São memórias que ainda machucam muito”, disse.
Ela também rebateu críticas e especulações nas redes sociais, especialmente comentários que questionam o momento da exposição do caso ou levantam suspeitas sobre interesses financeiros. “Não tem nada a ver com dinheiro. Ninguém está ganhando nada com isso. É tudo muito triste”, afirmou.
A vítima reforçou que os fatos foram amplamente analisados ao longo do processo, com base em depoimentos e avaliações técnicas, e que não há mais discussão sobre o que aconteceu. “O que aconteceu foi confirmado. Não se discute mais os fatos”, declarou.
Além do desabafo, ela fez um apelo para que outras vítimas não permaneçam em silêncio. “É possível denunciar, mesmo depois de anos. A gente só entende quando cresce”, disse.
Apesar das marcas deixadas pela situação, a vítima destacou que conseguiu seguir em frente. “Eu estudei, trabalhei, construí minha vida. Ele não me paralisou”, afirmou.
Ao final, ela reforçou que a decisão judicial não representa comemoração, mas sim um momento de alívio em meio à dor. “Eu não comemoro. Eu sinto alívio, mas é um luto”, concluiu.
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