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Rio de Janeiro,30/05/2026

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    Governo Lula zera imposto de importação de quase mil produtos, incluindo celulares, computadores e remédios

    Medida busca suprir falta de produção nacional e reduzir custos em setores estratégicos da economia


    Governo Lula zera imposto de importação de quase mil produtos, incluindo celulares, computadores e remédios Crédito: RICARDO STUCKERT / Reprodução

    O governo federal decidiu zerar o imposto de importação de quase mil produtos que não possuem produção suficiente no Brasil ou cuja oferta interna não atende à demanda. A decisão foi tomada nesta quinta-feira (26) pelo Comitê-Executivo de Gestão da Câmara de Comércio Exterior (Gecex-Camex).


    Entre os itens beneficiados estão medicamentos usados no tratamento de doenças como diabetes, Alzheimer, Parkinson e esquizofrenia, o que pode contribuir para a redução de custos e ampliar o acesso da população a esses tratamentos.


    A medida também inclui produtos importantes para diferentes setores da economia, como fungicidas e inseticidas utilizados no controle de pragas agrícolas, insumos para a indústria têxtil, lúpulo usado na produção de cerveja e itens voltados à nutrição hospitalar.


    De acordo com o governo, a lista contempla ainda cerca de 970 produtos classificados como bens de capital e bens de informática e telecomunicações, fundamentais para a modernização industrial e tecnológica do país.


    Defesa comercial e ajustes tarifários


    Na mesma reunião, o Gecex-Camex aprovou a aplicação de medidas de defesa comercial, com a cobrança de direito antidumping por cinco anos sobre a importação de etanolaminas originárias da China e de resinas de polietileno vindas dos Estados Unidos e do Canadá.


    Além disso, houve revisão de tarifas aplicadas anteriormente. Parte dos produtos que tiveram impostos elevados no início do ano — especialmente itens eletrônicos — voltou a ter isenção. Entre eles estão smartphones, equipamentos de informática e componentes eletrônicos.


    Segundo o Ministério, o prazo para que empresas solicitem novas isenções segue aberto até o dia 30 de março, o que pode ampliar ainda mais a lista de produtos beneficiados nas próximas semanas.




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