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Belém,19/03/2026

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Quer ser efetivado no estágio? Atitude e vontade de aprender pesam mais que experiência

Levantamento aponta que postura profissional, proatividade e compromisso com resultados são decisivos para transformar estágio em emprego


Quer ser efetivado no estágio? Atitude e vontade de aprender pesam mais que experiência Crédito: Reprodução

Para quem está em busca da primeira oportunidade no mercado de trabalho, um recado importante: não é preciso saber tudo para se destacar. Segundo uma pesquisa nacional encomendada pelo Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) e realizada pelo Instituto Locomotiva, o que mais conta para as empresas é a disposição para aprender e a postura profissional no dia a dia.


O estudo, realizado entre julho e outubro do ano passado com profissionais de Recursos Humanos de todo o país, revela que 84% das empresas priorizam a abertura ao aprendizado contínuo na hora de efetivar um estagiário, deixando o domínio técnico em segundo plano.


Na prática, isso significa que demonstrar interesse, evolução constante e comprometimento pode pesar mais do que já dominar ferramentas ou ter experiência prévia.


Entre os principais fatores que levam à efetivação, destacam-se:

Postura profissional, como pontualidade, responsabilidade e ética;

Comprometimento com entregas e resultados;

Proatividade e vontade de crescer dentro da empresa.


Outro dado relevante reforça o papel do estágio como porta de entrada no mercado: mais da metade das empresas afirma efetivar acima de 50% dos estagiários.


Quando o assunto é o que atrai os jovens para uma vaga, os próprios empregadores reconhecem três pontos principais: oportunidades reais de crescimento, possibilidade de efetivação e uma bolsa-auxílio compatível com o custo de vida.


Apesar de a maioria das vagas ainda ser presencial, o levantamento mostra uma mudança de comportamento: 55% das empresas admitem que os estudantes preferem modelos mais flexíveis, indicando uma tendência de transformação no mercado de trabalho.


As empresas também destacam a importância de instituições parceiras, como o CIEE, que atuam não apenas na intermediação das vagas, mas também no acompanhamento e desenvolvimento dos estagiários ao longo do programa.


Para Rodrigo Dib, superintendente Institucional do CIEE, o diferencial está no comportamento. “Mais do que um currículo cheio de cursos, o que faz a diferença é demonstrar interesse em aprender e comprometimento com as responsabilidades. Essa atitude pode ser determinante para transformar o estágio em uma oportunidade efetiva”, afirma.




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