Acusado de agressões contra mulheres, Dado Dolabella se filia ao MDB e diz defender a família
Durante o anúncio da pré-candidatura a deputado federal, ator disse que quer levar para a política a defesa da família e críticas às acusações que considera injustas contra homens
Crédito: MDB O ator e cantor Dado Dolabella, vencedor da primeira edição do reality A Fazenda, oficializou nesta terça-feira (2) sua filiação ao MDB do Rio de Janeiro. A cerimônia aconteceu na sede regional do partido e marcou também o anúncio de sua pré-candidatura a deputado federal nas eleições deste ano.
Durante o evento, Dolabella afirmou que pretende levar sua “experiência de vida” para a política. Segundo ele, uma de suas principais bandeiras será a defesa da família e o combate ao que classifica como “falsas acusações de violência doméstica contra homens”.
A entrada do artista na política acontece em meio a um histórico de denúncias envolvendo agressões contra ex-companheiras. Ao longo de sua vida pública, o ator, hoje com 45 anos, foi alvo de diversas acusações de violência doméstica.
Um dos episódios mais conhecidos ocorreu em 2008, quando Dolabella empurrou a então noiva, a atriz Luana Piovani, durante uma discussão. O caso terminou em condenação judicial.
Dois anos depois, a produtora Viviane Sarahyba também acusou o ator de agressões físicas durante o relacionamento e chegou a obter uma medida protetiva contra ele.
Mais recentemente, em agosto do ano passado, a Justiça do Rio de Janeiro condenou Dolabella a dois anos e quatro meses de detenção, em regime aberto, por agressões contra uma ex-namorada, que também é sua prima.
Outro episódio ganhou repercussão em outubro de 2025, quando a modelo e ex-miss Gramado Marcela Tomaszewski denunciou o ator por agressão física e psicológica. Inicialmente, ela voltou atrás na acusação, mas posteriormente relatou ter sofrido coação e medo. Na época, uma amiga divulgou nas redes sociais vídeos que mostrariam hematomas no corpo da modelo.
Marcela chegou a publicar fotos dos ferimentos e relatou episódios de manipulação emocional. Posteriormente, deixou o Brasil e buscou medidas protetivas com base na Lei Maria da Penha.
Apesar das controvérsias, Dolabella afirmou que pretende usar sua candidatura para “restabelecer o equilíbrio dentro da família” e defender pautas ligadas à proteção de mulheres e crianças.
A pré-candidatura ainda dependerá das convenções partidárias para ser oficializada. Caso confirmada, Dolabella disputará uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições deste ano.









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