Jornalista afirma ter sido intimidado em balada LGBTQIA+ de Florianópolis por usar bandeira de Lula
Mateus Benhur relata que mulher identificada como gerente pediu que ele não levantasse a bandeira do presidente durante tentativa de entrada na casa noturna em Florianópolis (SC)
Crédito: divulgação O jornalista Mateus Benhur relatou ter sido intimidado ao tentar entrar na Conca, conhecida casa noturna LGBTQIA+ de Florianópolis, em Santa Catarina. Segundo ele, a abordagem aconteceu porque estava usando adesivos e uma bandeira do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), amarrada à cintura.
Em um vídeo publicado nas redes sociais, Benhur afirmou que não estava fazendo manifestações no local, mas foi abordado por uma mulher que identificou como gerente da casa. De acordo com o jornalista, ela teria pedido que ele não levantasse a bandeira durante a entrada no estabelecimento.
“Eu não entrei falando nada, nada! Eu estava com adesivos e com a bandeira”, declarou.
O jornalista disse que, inicialmente, concordou em não levantar a bandeira e entrou na casa. No entanto, depois de refletir sobre o episódio, considerou que a situação representava uma forma de intimidação política dentro de um espaço voltado ao público LGBTQIA+.
Benhur também afirmou que já havia frequentado o estabelecimento outras vezes durante o período eleitoral e que, em duas das três visitas anteriores, optou por retirar os adesivos antes de entrar. Desta vez, segundo ele, decidiu manter os símbolos políticos por ter orgulho de demonstrar seu posicionamento.
Durante o relato, o jornalista criticou a postura que atribuiu à administração da Conca e questionou o motivo de não poder expressar sua preferência política no ambiente. Ele também relacionou o episódio à defesa dos direitos da população LGBTQIA+ e afirmou que, em sua avaliação, o estabelecimento estaria evitando se indispor com determinados grupos.
“Eu não tenho medo, mas eu acho que a Conca tem medo”, declarou ao concluir o vídeo.
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