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Rio de Janeiro,12/10/2026

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    Diretor do Círio 2026 reconhece reclamações sobre excesso de som e promete avaliar organização das homenagens

    Antônio Sousa afirmou que reuniões com grupos responsáveis pelas homenagens e o Ministério Público foram realizadas para tentar organizar a sonorização durante as romarias


    Diretor do Círio 2026 reconhece reclamações sobre excesso de som e promete avaliar organização das homenagens Crédito: Júnior Corrêa / Portal Viggo

    O diretor-coordenador do Círio de Nazaré 2026, Antônio Sousa, reconheceu as reclamações de romeiros sobre o volume elevado dos equipamentos de som e a sobreposição de homenagens durante as procissões deste ano. Em entrevista ao Portal Viggo, ele afirmou que a diretoria iniciou um trabalho de organização com os grupos responsáveis pelas manifestações e pretende avaliar os resultados para buscar melhorias nas próximas edições da festividade.


    Um dos pontos mais comentados pelos participantes foi a disputa sonora entre homenagens, com diferentes grupos reproduzindo músicas e mensagens ao mesmo tempo. Também houve relatos de fiéis que sentiram falta das tradicionais caixinhas de som utilizadas para conduzir orações e cânticos ao longo do percurso. A Associação de Desenvolvimento de Nazaré (Adenasa) chegou a divulgar uma nota classificando a situação como uma “balbúrdia”.


    Segundo Antônio Sousa, a diretoria promoveu reuniões com representantes dos grupos de homenagens e contou com a participação do Ministério Público para discutir medidas de organização. A iniciativa buscou orientar os responsáveis e incentivar o respeito aos momentos de cada manifestação.


    “Esse ano a gente deu um passo nessa questão”, afirmou o diretor, ao destacar que houve momentos em que foi possível organizar a sequência das homenagens, fazendo com que uma terminasse antes do início de outra.


    Antônio também ressaltou que algumas manifestações sonoras não têm relação direta com o caráter religioso do Círio. De acordo com ele, a intenção foi priorizar homenagens religiosas e respeitosas à festividade.


    Homenagens sem autorização


    Outro problema apontado pelo diretor-coordenador foi a realização de homenagens sem comunicação prévia à organização. Antônio explicou que, em edições anteriores, uma parcela significativa das manifestações foi realizada sem autorização ou solicitação antecipada.


    “No passado, 80% das homenagens que foram colocadas não foram autorizadas. Não foram solicitadas, foram feitas de última hora”, declarou.


    Para ele, a falta de planejamento dificulta o controle da sonorização e a organização das manifestações ao longo das procissões. Neste ano, integrantes dos grupos foram acompanhados durante o percurso para observar como as homenagens ocorreram e identificar os pontos que precisam ser ajustados.


    Planejamento para o próximo Círio


    Antônio Sousa afirmou que as reuniões e o acompanhamento realizados em 2026 servirão de base para uma avaliação da diretoria. A proposta é manter o diálogo com os responsáveis pelas homenagens e buscar alternativas que permitam conciliar as manifestações com os momentos de oração dos romeiros.


    “Vamos chamar esse pessoal que está perto da gente e plantar um meio de sonorização, que faça tanto homenagem quanto uma parte de oração”, afirmou.


    O diretor reconheceu que ainda existem desafios para garantir uma organização adequada, mas avaliou que as medidas adotadas neste ano representaram um primeiro passo. A expectativa é que a experiência de 2026 contribua para aperfeiçoar o planejamento e reduzir os conflitos sonoros nas próximas edições do Círio de Nazaré.


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