Flávio Bolsonaro diz que pretende mudar a Constituição caso chegue à Presidência e defende avanço da extrema direita no Congresso
Senador afirmou que uma maioria da extrema direita no Congresso poderia viabilizar mudanças na Constituição
Crédito: Mauro Pimentel / divulgação Durante um discurso, Flávio Bolsonaro (PL) defendeu a formação de uma maioria da extrema direita no Congresso Nacional para promover mudanças na Constituição Federal. O senador afirmou que o Brasil já teve um Congresso “muito mais à direita” e que, com maioria no Senado e na Câmara dos Deputados, seria possível alterar a Carta Magna.
“Para a gente mudar a Constituição. Para a gente redemocratizar esse país. Para as instituições voltarem a respeitar a Constituição”, declarou.
Na sequência, Flávio afirmou que o país vive um cenário que classificou como “barbárie” e apresentou sua candidatura à Presidência como uma alternativa para impedir, segundo ele, que o Brasil siga um caminho semelhante ao da Venezuela.
“O Brasil virou uma barbárie. Chama-se Flávio Bolsonaro na Presidência da República. Eu sou o empecilho hoje para esse país não virar uma Venezuela”, afirmou.
O senador também fez críticas ao atual governo e afirmou que sua candidatura seria uma barreira contra uma eventual aproximação do Brasil com grupos classificados por ele como terroristas, citando Hamas e Hezbollah.
“Eu sou o empecilho hoje para o Brasil não cair nos braços e nas mãos de grupos terroristas como Hamas e Hezbollah”, disse.
Flávio ainda criticou a relação do governo brasileiro com outros países e afirmou que o atual presidente “se aproxima de ditadores”.
A declaração ocorre em meio à disputa eleitoral de 2026 e à defesa, por setores da extrema direita, de uma ampliação da bancada conservadora no Congresso para garantir apoio às pautas do eventual governo. Para alterar a Constituição, no entanto, é necessário seguir o rito previsto no próprio texto constitucional, com aprovação de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) em dois turnos na Câmara e no Senado, com quórum qualificado de três quintos dos parlamentares em cada Casa.
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