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Rio de Janeiro,20/08/2026

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    UFPA planta baobá em homenagem ao legado de Zélia Amador de Deus

    Árvore de origem africana simboliza resistência, ancestralidade e longevidade e celebra quase cinco décadas de atuação da professora na universidade


    UFPA planta baobá em homenagem ao legado de Zélia Amador de Deus Crédito: Felipe Melo / Reitoria UFPA

    A Universidade Federal do Pará (UFPA) realizou nesta terça-feira (18) o plantio de um baobá no campus de Belém em homenagem à trajetória e ao legado da professora Zélia Amador de Deus, uma das principais referências do movimento negro no Brasil e na defesa dos direitos humanos.


    Professora, doutora em Ciências Sociais, atriz, diretora de teatro e ativista, Zélia dedicou quase cinco décadas à UFPA. Nascida em Salvaterra, no Marajó, aos 74 anos ela reúne uma trajetória marcada pelo pioneirismo na luta contra o racismo e pela defesa da inclusão e da diversidade no ambiente universitário.



    Crédito: Felipe Melo / Reitoria UFPA


    A escolha do baobá para simbolizar a homenagem não foi por acaso. De origem africana, a árvore é associada à resistência, ancestralidade, força e longevidade, valores que se relacionam diretamente com a trajetória de Zélia e com sua atuação na construção de políticas de ações afirmativas na Amazônia.


    Cofundadora do Grupo de Estudos Afro-Amazônicos (GEAM) e do Centro de Estudos e Defesa do Negro do Pará (Cedenpa), Zélia esteve entre as lideranças responsáveis por impulsionar debates e iniciativas que contribuíram para transformar o perfil social e étnico da universidade pública na região.



    Crédito: Felipe Melo / Reitoria UFPA


    Na UFPA, além da atuação acadêmica e institucional, ela exerceu o cargo de vice-reitora entre 1993 e 1997 e recebeu o título de Professora Emérita, em reconhecimento à contribuição para a universidade e para a sociedade.


    A cerimônia contou com a presença do reitor da UFPA, Gilmar Pereira da Silva, amigo pessoal de longa data da professora. Durante a homenagem, ele ressaltou a importância de Zélia para a construção de uma universidade mais inclusiva.



    Crédito: Felipe Melo / Reitoria UFPA


    “Zélia Amador de Deus é a grande articuladora de uma revolução do afeto e da justiça social na nossa universidade. Sua liderança, marcada por coragem e firmeza de propósitos, abriu portas para pretos, pardos e indígenas. Este baobá enraizado na UFPA garante que sua força ancestral continue a inspirar as futuras gerações”, afirmou.


    O plantio passa a integrar as ações da UFPA voltadas à preservação da memória institucional e ao reconhecimento de personalidades que contribuíram para a educação pública, a promoção da diversidade e a transformação social no Pará.



    Crédito: Felipe Melo / Reitoria UFPA




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