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Rio de Janeiro,20/08/2026

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    Paraense já gastou cerca de R$ 20 mil para assistir ao musical Wicked 17 vezes e quer chegar a 25 sessões: “É uma das experiências mais importantes da minha vida”

    Em entrevista ao Portal Viggo, o paraense Kauan Bittencourt, de 19 anos, contou como a paixão por Wicked o levou a assistir ao musical 17 vezes e investir cerca de R$ 20 mil na experiência


    Paraense já gastou cerca de R$ 20 mil para assistir ao musical Wicked 17 vezes e quer chegar a 25 sessões: “É uma das experiências mais importantes da minha vida” Crédito: arquivo pessoal

    Para muitos fãs de teatro musical, assistir a Wicked uma vez já é um sonho. Para o paraense Kauan Bittencourt, de 19 anos, a experiência se tornou uma verdadeira paixão. Natural de Belém e atuando como filmmaker e fotógrafo, ele já assistiu ao espetáculo 17 vezes e agora se prepara para a temporada no Rio de Janeiro com uma meta ousada: alcançar 25 sessões, podendo até chegar às 30.


    A relação de Kauan com o universo de Wicked começou por causa de outra história clássica. Apaixonado por O Mágico de Oz desde criança, ele passou a pesquisar mais sobre o musical quando surgiram os rumores do primeiro filme inspirado na peça. A curiosidade virou fascínio após assistir ao longa e conhecer a história original.




    “Desde que vi o primeiro filme, Wicked passou a morar na minha vida. Todo mundo que é meu amigo sabe pelo menos um pouquinho sobre o musical por minha causa”, conta.


    Ao longo das viagens para São Paulo, Kauan montou uma verdadeira maratona. Durante uma ou duas semanas, organizava a rotina para assistir praticamente todas as sessões disponíveis da semana.




    Mesmo conhecendo a história de cor, ele explica que cada apresentação é diferente.


    “É sempre a mesma história, mas nunca é igual. Um ator pode mudar a entonação de uma fala, uma nota pode sair diferente, alguma coisa acontece de forma inédita. É isso que me faz querer voltar”.




    A experiência preferida é nas primeiras fileiras, onde consegue ouvir a voz dos atores sem depender apenas do sistema de som do teatro.


    Além das apresentações, Kauan também criou uma relação próxima com parte do elenco. Após cada sessão, ele aguardava os artistas na tradicional stage door, momento em que os atores encontram os fãs ao deixarem o teatro.




    Entre os artistas, ele destaca a atriz Luísa Bresser, intérprete de Nessarose, como sua favorita. Segundo ele, a amizade construída ao longo das visitas tornou a experiência ainda mais especial.


    “É muito gratificante quando essa relação deixa de ser só fã e artista. Conversamos pelas redes sociais e ela acompanha o meu dia a dia. Isso significa muito para mim.”




    Toda essa dedicação também teve um custo. Kauan estima já ter investido entre R$ 15 mil e R$ 20 mil em ingressos, passagens, hospedagem e viagens para acompanhar o espetáculo. Com as novas idas ao Rio de Janeiro, acredita que o valor poderá chegar a aproximadamente R$ 25 mil.


    No início, a família demonstrou preocupação com o investimento.


    “Minha mãe dizia que eu poderia usar esse dinheiro para outras coisas. Hoje ela entende que não é uma fase. Inclusive, foi ela quem me deu de presente um ingresso na primeira fileira para a temporada do Rio.”




    Entre as 17 sessões, a despedida da temporada paulista foi a mais emocionante.


    “Eu chorei muito porque achava que seria a última vez vendo aquela história diante dos meus olhos. Foi um momento que me marcou profundamente.”


    Mais do que o espetáculo, Kauan afirma que o maior aprendizado está na mensagem transmitida pela protagonista Elphaba.


    “O musical mostra que as pessoas não devem ser julgadas por serem diferentes. A história fala sobre preconceito, aceitação e liberdade. Quando a Elphaba voa no fim do primeiro ato, para mim aquilo representa alguém deixando de tentar caber em uma caixa criada pelos outros.”


    Agora, o fã já faz planos para reencontrar o musical na temporada carioca.


    “Minha meta é chegar a 25 sessões. Se acabar virando 30, também não vou reclamar.”


    Para Kauan, assistir a Wicked ao vivo é uma experiência impossível de ser comparada ao filme ou ao livro.


    “O teatro é outra coisa. Ver aquelas atrizes cantando ao vivo, toda a equipe dando vida à história… Acho que todo mundo deveria assistir pelo menos uma vez na vida.”




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