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Rio de Janeiro,20/05/2026

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    Fotografia de infância ribeirinha em Barcarena ganha destaque em concurso internacional

    Imagem feita pelo fotógrafo paraense Helder Lana retrata duas crianças brincando sob a chuva às margens do rio Arauaia e emociona ao representar a infância amazônica de forma espontânea e verdadeira


    Fotografia de infância ribeirinha em Barcarena ganha destaque em concurso internacional Crédito: Divulgação

    Uma cena simples, comum às margens dos rios amazônicos, atravessou fronteiras e colocou Barcarena no mapa de um concurso internacional de fotografia. O registro “Infâncias Ribeirinhas, Futuros Compartilhados”, assinado pelo fotógrafo e comunicador paraense Helder Lana, foi selecionado pela PhotoFUNIBER, iniciativa internacional que valoriza imagens ligadas ao impacto social, diversidade cultural e conexão humana.




    A fotografia foi feita na comunidade ribeirinha Arauaia, no nordeste do Pará, e retrata duas crianças brincando sob a chuva em um trapiche às margens do rio Arauaia. Na imagem, elementos típicos da Amazônia aparecem de forma natural: o rio, a madeira molhada, o cacau e a relação afetiva das crianças com a água e com o território onde vivem.


    Segundo Helder Lana, o registro surgiu de maneira espontânea durante uma visita ao espaço da marca Arauaia Cacau de Origem, onde voluntários produziam conteúdos audiovisuais ligados a projetos socioambientais da região.


    “A foto não foi posada, não teve direção e nem repetição. Ela simplesmente aconteceu. Acho que o grande trunfo dessa imagem é justamente a verdade que ela carrega”, afirma o fotógrafo.


    Na cena aparecem Maria Eloísa, atriz mirim e influencer paraense, e Geane, moradora da comunidade ribeirinha do Arauaia. Apesar das realidades diferentes, as duas crianças aparecem conectadas pela mesma experiência: a infância amazônica vivida entre rios, chuva e liberdade.


    Para Helder, a imagem desperta identificação imediata em quem cresceu na região Norte.


    “Quando olho para essa imagem, vejo duas crianças vivendo o presente sem medo, cercadas pela natureza, pelos rios e pela liberdade de ser criança. Acho que muita gente que vê essa foto acaba lembrando da própria infância, das férias no interior e das brincadeiras simples”, destaca.


    O fotógrafo conta que a imagem ficou guardada por bastante tempo em seu computador até que um amigo lhe enviou o edital do concurso internacional. Ao ler o tema da competição, percebeu que o registro dialogava diretamente com a proposta de valorizar histórias reais de pertencimento, humanidade e transformação social.


    Mais do que o reconhecimento internacional, Helder acredita que a fotografia também ajuda a apresentar uma nova perspectiva sobre Barcarena e o Pará.


    “Durante muito tempo, a Amazônia foi retratada pelos olhos de quem não vive nela ou pelos estereótipos. Mostrar Barcarena através da fotografia é mostrar que a cidade vai muito além do contexto industrial. Aqui existem pessoas, histórias, infância, afeto e beleza humana integrados com a natureza”, afirma.


    A repercussão da imagem também emocionou familiares das crianças retratadas. Segundo o fotógrafo, houve um sentimento coletivo de orgulho ao perceber que uma cena tão cotidiana da vida ribeirinha conseguiu ganhar projeção internacional.


    Formado em Marketing, Helder Lana atua na área de Comunicação Corporativa com foco em audiovisual. A relação com a fotografia começou ainda na adolescência, quando criou, ao lado de amigos, um site voltado à cobertura de eventos em Barcarena. Desde então, passou a registrar paisagens, personagens e comunidades amazônicas, utilizando a fotografia como ferramenta de conexão com o território e com as histórias da região.


    As votações do concurso internacional seguem abertas até o dia 23 de maio.




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