Anitta fala sobre inspirações indígenas e cita “rainha das matas” como referência em “Equilibrivm”
Cantora contou ao PORTAL VIGGO que buscou referências indígenas, amazônicas e afro-brasileiras para construir a estética de “Equilibrivm”, incluindo a inspiração na “rainha das matas”
Crédito: Divulgação A cantora Anitta detalhou ao PORTAL VIGGO as referências por trás dos visuais do álbum “Equilibrivm”, destacando a forte presença da cultura brasileira, com influências de religiões de matriz africana e dos povos indígenas.
Segundo a artista, o projeto visual nasce de um momento mais livre e intuitivo da carreira. “Eu tô meio que fazendo só o que eu tô afim, então achei que queria usar coisas brasileiras com referências de candomblé, com referências de artistas indígenas, artistas do Brasil de todos os lugares”, explicou.
Referências do Pará e estética amazônica
Entre as inspirações, Anitta citou diretamente elementos vindos do Norte do país, incluindo referências de Belém.
“Com os looks, o Laboyang também, trazendo lá de Belém aquela coisa da rainha das matas, das folhas e tal”, afirmou, destacando a estética ligada à natureza e à ancestralidade amazônica.
Fé, festa e ancestralidade
A cantora também revelou detalhes de um dos atos visuais do projeto, intitulado “Fé e Festa”, que estará presente na faixa “Choka Choka”.
“Até num dos visuais de ‘Choka Choka’, a gente vai trazer o ato 2 dos visuais, é um ato que chama Fé e Festa”, contou.
A ideia parte do conceito de “choque de corpos”, ligado à dança, à celebração e também à luta, mas com um olhar brasileiro.
“A gente pensou em luta. Primeiro falaram boxe, eu pensei: ‘não, boxe não tem nada a ver com o Brasil’”, disse.
Cultura indígena além da luta
Foi então que Anitta buscou referências em manifestações culturais brasileiras que unem celebração, fé e resistência. “Eu pensei numa festa que celebra a fé e a ancestralidade e tem a luta no meio”, explicou.
A escolha também foi influenciada por conversas com lideranças indígenas. “Um dos pedidos que eles me fizeram foi que eu pudesse mostrar coisas festivas, positivas, felizes e culturais da cultura deles, e não só a luta”, revelou.
“Eles falaram: ‘a gente sente falta disso, porque sempre que se fala de indígenas, é sempre a luta pelas terras’”. A partir disso, Anitta decidiu incorporar esse olhar ao projeto. “Eu falei: ‘pronto, é isso’.”
Representatividade e narrativa visual
Dentro desse conceito, a cantora afirmou que buscou traduzir elementos de luta e celebração em uma mesma linguagem estética. “Vamos botar a luta do Quarupi, que tem tudo a ver com esse choque de corpo com corpo”, disse.
O resultado amplia o discurso do álbum, trazendo não apenas espiritualidade, mas também representatividade e valorização cultural. “Essas são as referências dos visuais”, concluiu.
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