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Belém,27/04/2026

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Vereadores de Belém disparam críticas e citam operação da PF contra gestão Edmilson Rodrigues

Operação da Polícia Federal que investiga contratos milionários foi usada como base para críticas e cobranças na Câmara


Vereadores de Belém disparam críticas e citam operação da PF contra gestão Edmilson Rodrigues Crédito: Agência Belém

A sessão da Câmara Municipal de Belém foi marcada por fortes críticas e denúncias direcionadas à gestão do ex-prefeito Edmilson Rodrigues. Vereadores usaram a tribuna para apontar problemas estruturais históricos e também levantar suspeitas sobre desvios de recursos públicos, elevando o tom do debate político na capital paraense.


O vereador André Martha (PSD) afirmou que a crise enfrentada pela cidade, especialmente em áreas como infraestrutura e drenagem, não pode ser atribuída apenas a uma gestão recente, mas sim a anos de abandono acumulado.


“Não existe só um culpado nessa questão. São décadas em que vimos a macrodrenagem não ser feita, obras que não avançaram. Agora querem culpar apenas um ano e meio de gestão de forma covarde”, declarou.


Já o vereador Fábio Souza (PSB) foi mais incisivo ao relacionar a antiga administração a um suposto esquema de corrupção. Segundo ele, investigações apontariam o desvio de até R$ 150 milhões em contratos administrativos, prejudicando diretamente a população.


“Estamos falando de 150 milhões desviados, deixando cerca de 100 mil pessoas sem acesso a direitos básicos. Isso tem responsabilidade direta da gestão”, afirmou. O parlamentar também criticou o silêncio de outras autoridades políticas e prometeu divulgar documentos do processo em suas redes sociais.


As falas dos parlamentares ganham ainda mais peso diante das investigações conduzidas pela Polícia Federal. Em outubro de 2025, o órgão deflagrou a Operação Óbolo de Caronte, que apura desvios em contratos de saneamento em Belém que somam cerca de R$ 153 milhões.


Os contratos sob suspeita estavam ligados à antiga Secretaria Municipal de Saneamento de Belém (Sesan), atual Sezel, e envolvem obras e serviços considerados estratégicos para a cidade. Segundo a PF, entre 2020 e 2024, empresas ligadas ao grupo investigado firmaram contratos milionários com o poder público.


Além disso, também estão sob investigação contratos do projeto Mata Fome, contemplado pelo PAC Seleções do Governo Federal, no valor de R$ 132 milhões. A licitação foi suspensa em janeiro de 2025 por decisão do Tribunal de Contas dos Municípios do Pará, ampliando os questionamentos sobre a regularidade dos processos.


De acordo com a Polícia Federal, há indícios de saques em espécie realizados logo após pagamentos públicos, o que pode caracterizar lavagem de dinheiro. Em uma das ações, em novembro de 2024, foram apreendidos R$ 601 mil em dinheiro vivo.


A operação resultou no cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, no afastamento cautelar de 12 servidores públicos, além da suspensão de três contratações e medidas de sequestro de bens. As ações foram autorizadas pela Justiça Federal e ocorreram em Belém e no Rio de Janeiro.


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