Lojas adotam regra e proíbem “bater leque”
Medida adotada por estabelecimentos busca evitar barulho e preservar produtos, enquanto clientes relatam restrições ao testar o acessório nas lojas
O que antes era apenas um acessório funcional para aliviar o calor, hoje virou símbolo de atitude, identidade e celebração. O leque conquistou espaço nas festas, nos blocos de Carnaval e até no dia a dia, e, junto com ele, um gesto ganhou força: o famoso “bater leque”.
Caracterizado pelo movimento rápido e ritmado de abrir e fechar o leque, o ato se tornou uma espécie de linguagem coletiva, especialmente dentro da comunidade LGBTQIAPN+. Mais do que estética, o gesto carrega significado: é expressão de alegria, pertencimento e resistência, com raízes na cultura drag e nas pistas de dança.
Nas redes sociais, vídeos de pessoas “batendo leque” em shows, festas e eventos viralizam, impulsionando a popularização do acessório. Em cidades como Belém, São Paulo e Rio de Janeiro, o leque já virou item indispensável em eventos culturais.
No entanto, o sucesso também trouxe controvérsias. Algumas lojas pelo Brasil passaram a proibir que clientes testem os leques dentro dos estabelecimentos, especialmente o ato de “bater” o acessório. A justificativa vai desde o risco de danos aos produtos até o barulho causado dentro dos espaços fechados.





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