Aprendizagem profissional bate recorde e se consolida como porta de entrada para jovens no mercado de trabalho
Mais de 118 mil contratos foram firmados em 2025, reforçando o papel da política pública na qualificação e inclusão produtiva no Brasil
Crédito: Reprodução Em meio à crescente busca por qualificação e oportunidades, a aprendizagem profissional vem se firmando como uma das principais portas de entrada para jovens no mercado de trabalho brasileiro. Dados do Ministério do Trabalho e Emprego apontam que, entre janeiro e novembro de 2025, mais de 118 mil novos contratos de aprendizagem foram firmados no país, um recorde histórico que evidencia o fortalecimento dessa política pública e o engajamento do setor privado.
O modelo de aprendizagem combina formação teórica e prática, permitindo que adolescentes e jovens desenvolvam habilidades técnicas e comportamentais enquanto vivenciam sua primeira experiência profissional formal. Nesse cenário, o Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) tem papel de destaque: há 62 anos atuando como ponte entre empresas e jovens talentos, a instituição foi responsável por inserir 73.085 aprendizes no mercado apenas no último ano.
Com as transformações aceleradas no mundo do trabalho e o avanço das tecnologias, a aprendizagem deixou de ser apenas uma iniciativa social e passou a ocupar um papel estratégico no desenvolvimento econômico do país. Ao ingressarem nesse modelo, os jovens têm acesso à qualificação profissional, ao mesmo tempo em que passam a integrar o mercado formal, com garantia de direitos trabalhistas.
Para Humberto Casagrande, CEO do CIEE, investir em aprendizagem é investir no futuro do Brasil. “Empresas que fomentam a abertura de vagas contribuem para a formação de uma mão de obra mais qualificada, diversa e preparada para os desafios do mercado. Além disso, cumprem um papel social relevante ao formar profissionais alinhados à sua cultura desde o início da carreira”, afirma.
No Brasil, a aprendizagem é regulamentada pela Lei nº 10.097/2000, que completou 25 anos em 2025. A legislação prevê a contratação de jovens entre 14 e 24 anos incompletos, por meio de um contrato especial regido pela CLT, com duração de até dois anos. A norma também estabelece que empresas com sete ou mais funcionários devem destinar entre 5% e 15% de suas vagas a aprendizes, garantindo a ampliação do acesso ao primeiro emprego.
Ao longo de sua trajetória, o CIEE já contribuiu para a inserção de mais de 7 milhões de brasileiros no mundo do trabalho, consolidando-se como a maior ONG de inclusão social e empregabilidade jovem da América Latina. Além da intermediação de vagas, a instituição mantém programas socioassistenciais voltados à capacitação, ao fortalecimento de vínculos e à promoção de oportunidades para públicos prioritários.









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