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Belém,25/02/2026

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Ficou doente após o Carnaval? Infectologista explica causas e como se prevenir

Especialista orienta cuidados essenciais para evitar complicações de saúde após dias intensos de festas e aglomerações


Ficou doente após o Carnaval? Infectologista explica causas e como se prevenir Crédito: Shutterstock

Após o período de Carnaval, unidades de saúde em todo o país registram aumento na procura por atendimentos relacionados a sintomas gripais, febre, mal-estar e problemas gastrointestinais. Segundo a médica infectologista Helena Brígido, mestre e doutora em Medicina Tropical e docente dos cursos de Medicina da UFPA e do Cesupa, o cenário é esperado devido às grandes aglomerações típicas da folia.


De acordo com a especialista, o contato intenso entre pessoas favorece principalmente a transmissão de doenças respiratórias.


“Durante o Carnaval, muitas pessoas permanecem próximas umas das outras, inclusive com sintomas gripais, o que facilita a circulação de vírus causadores de gripe, resfriados e outras infecções respiratórias”, explica.


Além das síndromes gripais, outro ponto de atenção destacado pela médica é o aumento das infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) após o período festivo. Segundo Helena Brígido, o maior número de relações sexuais sem preservativo contribui diretamente para o crescimento dos casos.


Entre as infecções mais frequentes estão sífilis, HIV, hepatites B e C, HTLV, gonorreia e clamídia, doenças que podem provocar complicações sérias, incluindo infertilidade, necessidade de internação e maior cadeia de transmissão.


“A ausência do preservativo, muitas vezes por falta de acesso ou pelo contexto da festa, aumenta significativamente o risco de exposição às ISTs”, alerta.


Outro problema comum no pós-Carnaval são as doenças gastrointestinais. A infectologista explica que a dificuldade de manter hábitos adequados de higiene durante blocos e festas de rua favorece a contaminação por água e alimentos.


Casos de diarreia, parasitoses intestinais, hepatite A e até febre tifoide podem surgir quando há consumo de alimentos sem higienização adequada das mãos ou contato com superfícies contaminadas.


Cuidados após a folia


Para reduzir riscos e acelerar a recuperação do organismo, Helena Brígido recomenda medidas simples, mas fundamentais:

manter boa hidratação;

priorizar alimentação equilibrada;

consumir frutas e líquidos;

respeitar o repouso após dias de desgaste físico;

observar qualquer sintoma incomum.


Segundo a médica, o período pós-festa exige atenção especial à imunidade, já que o corpo costuma estar mais vulnerável após noites mal dormidas, consumo de álcool e exposição prolongada ao sol.


Quando procurar atendimento médico?


A orientação é buscar avaliação médica diante de qualquer sinal persistente, como febre, sintomas respiratórios, diarreia, lesões de pele ou corrimentos genitais.


Mesmo pessoas sem sintomas devem procurar atendimento caso tenham tido relação sexual sem proteção durante o Carnaval. Nesses casos, pode ser indicada medicação preventiva contra o HIV e a realização de exames específicos.


“Quem esteve exposto e apresenta qualquer sintoma deve procurar atendimento médico para investigação e tratamento adequados”, reforça Helena Brígido.


O alerta, segundo a especialista, é que prevenção, diagnóstico precoce e cuidado com a saúde são essenciais para evitar complicações e interromper a transmissão de doenças após grandes eventos populares.


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