IA exige mudança cultural e novo modelo de liderança, aponta especialista
Especialista afirma que o maior desafio da IA nas empresas não é tecnológico, mas de liderança e cultura organizacional
Crédito: Reprodução A inteligência artificial deixou de ser tendência para se tornar parte da rotina das empresas. No entanto, apesar do avanço acelerado e do aumento nos investimentos, ainda são poucas as organizações que conseguem transformar a tecnologia em ganhos reais de produtividade, eficiência e vantagem competitiva.
Segundo especialistas, o problema não está na ferramenta, mas na forma como ela é conduzida dentro das corporações.
Embora o investimento em IA tenha crescido significativamente nos últimos anos, muitas empresas enfrentam dificuldades para integrar a tecnologia às decisões estratégicas, à cultura organizacional e à gestão de pessoas. O resultado é um cenário recorrente: automação sem impacto prático, excesso de dados sem direcionamento claro e equipes inseguras diante das mudanças.
Para Suzana Oliveira, especialista em liderança, desenvolvimento de negócios e transformação organizacional, a inteligência artificial está redefinindo o papel do líder nas empresas.
“A inteligência artificial mudou o jogo, mas poucos líderes sabem jogar. A tecnologia amplia a capacidade de análise e execução, mas não substitui decisões estratégicas, senso crítico e responsabilidade sobre pessoas e resultados”, afirma.
De acordo com Suzana, a transformação mais profunda não está no avanço tecnológico em si, mas na exigência de um novo perfil de liderança, mais preparado para lidar com dados, mudanças rápidas e, principalmente, com os impactos humanos das decisões automatizadas.
“Empresas que usam IA sem revisar seus modelos de liderança acabam automatizando problemas antigos. Quando cultura, processos e tomada de decisão não evoluem, a tecnologia apenas acelera o caos”, completa.
O debate ganha ainda mais relevância no início do ano, período em que muitas organizações revisam estratégias, metas e estruturas de gestão. Nesse contexto, a inteligência artificial deixa de ser um tema restrito ao setor de tecnologia e passa a ocupar espaço central nas discussões sobre economia, negócios, carreira e o futuro do trabalho.









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