Golpe do falso delegado: vítimas relatam extorsão e falsas acusações
Criminosos usam perfis falsos, pressão psicológica e pedidos de Pix para aplicar golpes em usuários de aplicativos de relacionamento
Crédito: Reprodução Relatos de tentativas de golpe envolvendo conversas no Grindr têm crescido nas redes sociais e em registros policiais pelo país. Conhecida como “golpe do menor”, a fraude consiste em uma extorsão na qual criminosos fingem ser adolescentes para obter fotos íntimas e, depois, chantagear a vítima com ameaças de denúncia.

Como funciona o golpe
O esquema segue um roteiro recorrente:
1. Criação de perfil falso: golpistas montam perfis atraentes, muitas vezes se passando por jovens, para iniciar conversas.
2. Troca de conteúdo íntimo: após ganhar confiança, pedem ou trocam fotos e vídeos.
3. Chantagem: um cúmplice entra em contato se passando por policial, advogado ou familiar do suposto menor.
4. Extorsão: alegam crime de aliciamento e exigem pagamento (geralmente via Pix) para “arquivar o caso”, usando pressão psicológica e urgência.

Caso relatado no Sul
No Rio Grande do Sul, uma vítima contou que, após conversar com um perfil no aplicativo e migrar a conversa para o WhatsApp, recebeu no dia seguinte uma ligação de um número de São Paulo, que dizia representar uma delegacia de Bombinhas (SC). Os criminosos afirmaram que a conversa teria sido com um menor de idade com deficiência mental e que a mãe do adolescente havia descoberto as mensagens.
Para dar veracidade, disseram que o Ministério Público já estaria ciente e propuseram um “acordo extrajudicial” para evitar processo. A quadrilha exigiu R$ 3.400 para cobrir supostos danos materiais causados pelo menor ao ser descoberto, enviando fotos e vídeos que alegadamente mostrariam o prejuízo. Temendo consequências legais, a vítima realizou a transferência.

Pouco depois, os golpistas voltaram a cobrar o “valor total” do dano. Foi então que a vítima percebeu a fraude e interrompeu o contato.
Orientações
Especialistas e autoridades alertam:
• Não pague qualquer valor.
• Interrompa o contato imediatamente.
• Guarde provas (prints, números, mensagens).
• Registre ocorrência na polícia.
• Denuncie o perfil no aplicativo.




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