“Poderia ficar aqui e provar sua inocência”, diz Lula sobre fuga de Flávio Bolsonaro
Presidente afirmou que senador deveria permanecer no país para responder às acusações e comparou a situação com sua própria postura diante da Justiça
Crédito: Pablo Porciuncula/AFP O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) criticou nesta terça-feira (27) a fuga do senador Flávio Bolsonaro (PL) do Brasil e classificou a atitude como “vergonhosa”. Durante declaração em Brasília, Lula afirmou que o parlamentar deveria permanecer no país para provar sua inocência diante das acusações que enfrenta.
“Eu lamento, lamento que ele tenha saído do Brasil, porque ele poderia ficar aqui e provar que as acusações que estão na imprensa não são verdadeiras”, declarou o presidente.
Lula também comparou a postura do senador à sua própria conduta diante da Justiça. Segundo ele, quando foi solicitado a entregar seus documentos, cumpriu a determinação e apresentou informações patrimoniais suas, da esposa e dos filhos à Justiça Eleitoral.
O presidente acusou Flávio de não demonstrar o mesmo compromisso com a transparência e afirmou que o adversário político não teria compromisso com a verdade. Lula também declarou que as declarações feitas por Flávio durante a campanha eleitoral desrespeitaram não apenas os participantes dos debates, mas também os eleitores que acompanhavam os confrontos pela televisão.
“Esse ato de sair do Brasil é vergonhoso. Vergonhoso”, enfatizou.
Lula critica relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos
Durante a declaração, Lula também criticou a relação da família Bolsonaro com os Estados Unidos. Em uma das falas mais duras, o presidente afirmou que o país norte-americano ocuparia uma posição prioritária para o grupo político.
“O Brasil é a segunda pátria dele. A primeira pátria é lambe-botas dos Estados Unidos”, disse Lula, utilizando uma expressão pejorativa para criticar a postura dos Bolsonaro em relação ao governo norte-americano.
A saída de Flávio Bolsonaro ocorre em meio a questionamentos políticos e jurídicos após o segundo turno das eleições presidenciais, realizado no domingo (25), quando Lula foi reeleito.
O caso também envolve uma determinação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relacionada à entrega dos passaportes do senador e à proibição de deixar o país. A decisão e as circunstâncias da viagem ampliaram a repercussão política do episódio.
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