Vereadora e pastora Patrícia Queiroz se torna alvo de apuração do MPT por discriminação política no trabalho
Ministério Público do Trabalho no Pará e Amapá apura discriminação política após vereadora compartilhar publicação que sugeria demitir funcionários que apoiam Lula
Crédito: acervo pessoal O Ministério Público do Trabalho no Pará e no Amapá (MPT PA-AP) iniciou uma apuração sobre uma prática de discriminação no ambiente de trabalho por motivação política envolvendo a vereadora de Belém Patrícia Queiroz (PP).
De acordo com o órgão, o caso está sob análise técnica e seguirá os procedimentos legais cabíveis, com garantia do devido processo legal.
A apuração ocorre após a repercussão de uma publicação compartilhada pela parlamentar nas redes sociais. O conteúdo, originalmente divulgado pelo candidato não eleito a deputado federal por São Paulo Victor Ruiz (PP), incentivava empresários a verificar se seus funcionários haviam feito o gesto do “L”, associado aos apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), e questionava a permanência desses trabalhadores nas empresas.
Na mensagem, Ruiz escreveu que não faria sentido manter na empresa pessoas que, segundo ele, odeiam empresários. A publicação gerou repercussão por sugerir que o posicionamento político de trabalhadores fosse considerado em decisões sobre sua permanência no emprego.
Após as críticas, Patrícia apagou o story e compartilhou um vídeo de um seguidor que acusava a esquerda de intolerância e criticava as reações ao compartilhamento.
Apuração está em andamento
Segundo o MPT PA-AP, o caso será analisado conforme os procedimentos legais aplicáveis. A abertura da apuração não representa uma conclusão sobre a existência de irregularidade ou a responsabilidade da vereadora.
Patrícia Queiroz foi eleita vereadora de Belém em 2024, com 8.330 votos, em sua primeira candidatura. Filiada ao Progressistas (PP), ela também é pastora da Igreja do Evangelho Quadrangular.






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