Lula rebate Flávio Bolsonaro após ser chamado de “nove dedos”: “Não vou permitir que um miliciano me chame assim”
Presidente relembrou o acidente de trabalho que sofreu na juventude, rebateu a provocação do senador durante o debate da Globo e cobrou um pedido de desculpas
Crédito: Globo O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reagiu durante o debate da TV Globo, nesta sexta-feira (23), após ser chamado de “nove dedos” pelo senador Flávio Bolsonaro (PL). Visivelmente irritado, Lula pediu a palavra para responder à provocação e relembrou o acidente de trabalho que provocou a perda de um dos dedos de sua mão esquerda.
“Ele me chamou de nove dedos. Eu quero que ele saiba de uma coisa: se tem alguém aqui nesse público que sabe o que é o mundo do trabalho, sou eu. Se tem alguém que perdeu o dedo trabalhando, fui eu”, afirmou o presidente.
Lula também declarou que não aceitaria ser alvo desse tipo de comentário e cobrou uma retratação do adversário.
“Não vou permitir que um miliciano me chame de nove dedos. Não vou permitir, não vou permitir”, disse, enquanto pediu silêncio à plateia.
Lula relembra trajetória como trabalhador
Durante a resposta, o presidente falou sobre sua experiência profissional quando era jovem e afirmou que começou a trabalhar em condições difíceis porque precisava garantir sua sobrevivência.
“Eu era de menor e trabalhava à noite, porque eu trabalhava ou não comia”, declarou Lula.
O presidente também contestou as críticas de Flávio à sua trajetória profissional e afirmou que o senador nunca teria enfrentado as mesmas dificuldades. Lula ainda questionou o primeiro emprego do parlamentar, alegando que teria sido obtido por influência do pai, Jair Bolsonaro (PL).
“Ele nunca trabalhou na vida, não sabia o que era uma carteira profissional”, afirmou o presidente.
Presidente cobra pedido de desculpas
Ao encerrar a resposta, Lula voltou a criticar a provocação e afirmou que não aceitaria ser desrespeitado por causa da deficiência decorrente do acidente de trabalho.
“Você vai ter que pedir desculpa”, declarou o presidente, dirigindo-se a Flávio Bolsonaro.
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