Flávio Bolsonaro diz saber como é chegar ao mercado e ter dificuldade para encher o carrinho de compras
Durante debate na TV Globo, senador comparou o poder de compra dos R$ 600 do Bolsa Família nos governos Bolsonaro e Lula e atribuiu a alta dos preços dos alimentos aos gastos públicos e à inflação
Crédito: divulgação Durante o debate transmitido pela TV Globo, nesta sexta-feira (23), o senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou saber como é chegar ao supermercado e enfrentar dificuldades para encher o carrinho de compras. Ao abordar o custo de vida, o parlamentar comparou o poder de compra dos brasileiros durante o governo de seu pai, Jair Bolsonaro (PL), com a situação atual sob a gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Eu sei o que é, gente, porque chegar no mercado e ter dificuldade de encher o carrinho”, declarou Flávio ao falar sobre o preço dos alimentos.
Na sequência, o senador mencionou o benefício de R$ 600 do Bolsa Família, valor que, segundo ele, permitia comprar mais durante o governo Bolsonaro.
“Na época do presidente Bolsonaro, você tinha lá os seus 600 reais do Bolsa Família, que foi o Bolsonaro que deu no mínimo 600 reais, e você conseguia encher um carrinho de compra. Hoje, os 600 reais não enchem mais o carrinho”, afirmou.
Senador responsabiliza governo Lula
Flávio atribuiu a perda do poder de compra aos gastos públicos do atual governo. Segundo o parlamentar, as despesas superiores à arrecadação levam ao aumento de impostos e contribuem para a inflação.
“Como ele gasta muito mais do que ele arrecada, e ele precisa aumentar impostos para cobrir o que está gastando, tirando o dinheiro do seu bolso. Sabe qual é a consequência disso, gente? Inflação”, declarou.
Patrimônio do senador também está em discussão
O patrimônio declarado por Flávio Bolsonaro também tem sido tema de notícias. Segundo os dados informados com base nas declarações apresentadas à Justiça Eleitoral, seus bens cresceram 370% entre 2018 e 2026.
Um dos principais itens é uma mansão no Lago Sul, área nobre de Brasília, adquirida em 2021 por R$ 6,22 milhões. Na época, o senador informou ter dado uma entrada de aproximadamente R$ 2,87 milhões e financiado cerca de R$ 3,1 milhões junto ao Banco de Brasília (BRB), com prazo de 30 anos.
Segundo as informações divulgadas sobre a operação, o financiamento foi quitado em 2024, três anos após a aquisição. Flávio afirmou, à época, que utilizou recursos da venda de um apartamento na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, e de uma franquia da marca Kopenhagen para pagar a entrada.
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