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Rio de Janeiro,23/10/2026

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    Indicados por Bolsonaro, Nunes Marques e Mendonça são criticados por proposta de censura que atingiria o “Exército do Lula”

    Janones orientou apoiadores a denunciar a medida sem ataques e anunciou plano alternativo no canal oficial de Lula no WhatsApp; proposta atribuída a ministros do TSE provocou críticas da Folha de São Paulo


    Indicados por Bolsonaro, Nunes Marques e Mendonça são criticados por proposta de censura que atingiria o “Exército do Lula” Crédito: divulgação

    O deputado federal André Janones (Avante-MG) afirmou nesta sexta-feira (23) que o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, poderá sair do ar ainda hoje, próximo ao horário do debate eleitoral, por uma decisão atribuída ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A possibilidade gerou preocupação entre apoiadores do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), especialmente pela proximidade do segundo turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (25).


    Em mensagem direcionada aos seguidores, Janones pediu mobilização contra a possível suspensão. O parlamentar orientou os apoiadores a manifestarem indignação e denunciarem o que considera uma tentativa de retirar o canal do ar, mas ressaltou que as manifestações não devem envolver ataques pessoais.


    “A única maneira da gente impedir a queda do canal é denunciando muito, fazendo nosso grito de indignação chegar aos quatro cantos do país de maneira frenética, sem ataques a ninguém, porém denunciando o que está prestes a ocorrer”, declarou.


    Janones anuncia plano B

    Diante da possibilidade de o canal ser suspenso, o deputado também anunciou uma alternativa para manter a comunicação com os apoiadores de Lula. Segundo ele, os seguidores poderão acompanhar as atualizações pelo canal oficial do presidente no WhatsApp caso o “Exército do Lula” deixe de funcionar.


    “Seguinte, pessoal: vamos ter um plano B! Vamos entrar também no canal do presidente e, se esse aqui for derrubado, a gente faz de lá”, afirmou Janones.


    O canal indicado pelo parlamentar é o Canal do Lula, disponível no WhatsApp pelo endereço:

    https://whatsapp.com/channel/0029VaDH1GU7DAWpJTrCXH39


    A estratégia busca preservar um espaço de comunicação digital com os apoiadores do presidente em um momento decisivo da campanha eleitoral.


    Folha critica iniciativa atribuída a ministros


    A possível suspensão dos canais políticos também entrou no centro do debate sobre os limites da atuação da Justiça Eleitoral. Em editorial publicado nesta sexta-feira (23), a Folha de S.Paulo criticou uma proposta atribuída aos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça, ambos do Supremo Tribunal Federal (STF), que teria circulado no âmbito do TSE.


    Sob o título “Kassio e Mendonça enxergam TSE como arma de censura”, o jornal classificou a iniciativa como censória e questionou seus possíveis efeitos sobre a disputa eleitoral, sobretudo para a mobilização política realizada por meio de plataformas digitais.


    Segundo informações divulgadas pela publicação, os ministros teriam feito circular uma minuta de resolução que previa a suspensão de canais de conteúdo político-eleitoral do WhatsApp com mais de 200 mil seguidores durante as 48 horas anteriores à votação.


    A proposta teria como consequência restringir temporariamente a atuação de canais de grande alcance político justamente no período que antecede a votação. Na avaliação crítica apresentada pelo jornal, uma medida desse tipo poderia afetar a circulação de mensagens de campanha e levantar dúvidas sobre a proporcionalidade da intervenção eleitoral.


    Nunes Marques teria posteriormente descartado a implementação da iniciativa, conforme o relato apresentado pela publicação. Ainda assim, o episódio provocou questionamentos sobre os critérios para eventuais restrições a canais políticos e sobre os impactos dessas medidas na liberdade de expressão e na igualdade de condições entre campanhas.


    Disputa digital às vésperas do segundo turno


    O episódio ocorre na reta final da eleição presidencial, quando as campanhas intensificam a mobilização de eleitores nas redes sociais e em aplicativos de mensagens. Nesse cenário, canais com grandes audiências podem funcionar como instrumentos de divulgação de posicionamentos, convocação de apoiadores e distribuição de conteúdos políticos.


    Com o segundo turno marcado para domingo (25), a controvérsia acrescenta mais um capítulo à disputa sobre o papel das plataformas digitais na campanha e os limites da atuação da Justiça Eleitoral durante o processo democrático.




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