Anitta diz que liberdade é ato político e defende direito de ser feliz durante show em São Paulo
Cantora contou história de mulher que decidiu se divorciar após assistir a uma apresentação sua e afirmou desejar um país onde todos possam viver sem medo de ser quem são
Crédito: divulgação A cantora Anitta fez um discurso sobre liberdade, felicidade e respeito às diferenças durante um show em São Paulo, neste sábado (17). Diante do público, a artista defendeu o direito de cada pessoa viver como quiser, independentemente de suas escolhas afetivas, religiosas ou de identidade, e afirmou que expressões de liberdade também são formas de manifestação política.
Durante a apresentação, Anitta contou a história de uma mulher que teria vivido cerca de 30 anos em um casamento difícil e restritivo. Segundo a cantora, a mulher relatou que decidiu se divorciar após assistir a um show dela na televisão e se inspirar na liberdade demonstrada pela artista.
“Ela me viu tão livre e me viu sendo tão feliz fazendo o que eu estava a fim de fazer que falou: ‘Não, não deve ser tão difícil. Eu posso ser feliz também, eu acho’”, contou Anitta.
A cantora afirmou que, depois da separação, a mulher começou a estudar e hoje está se formando. Ainda de acordo com o relato, ela disse nunca ter sido tão feliz.
A partir da história, Anitta refletiu sobre como as expectativas sociais podem impedir as pessoas de buscar a própria felicidade. Para ela, o mais importante é que cada indivíduo tenha liberdade para fazer suas escolhas sem precisar seguir padrões impostos.
Anitta fala sobre divisão no país e medo
Em outro momento do discurso, a artista relacionou a liberdade individual ao cenário de divisão vivido pelo país. Segundo ela, o medo e a polarização dificultam que as pessoas vivam plenamente e aproveitem os momentos de felicidade.
“Quando uma nação, as pessoas estão divididas pela metade, não tem como a gente ter 100% do nosso aproveitamento. Não tem como a gente ter 100% da nossa alegria, da nossa felicidade”, declarou.
Anitta também afirmou que deseja um Brasil em que as pessoas possam escolher como viver, citando diferentes estados civis, religiões e crenças, além do direito de não seguir nenhuma religião.
“Que a gente possa ser o que a gente quiser. Casado, solteiro, divorciado, macumbeiro, cristão, evangélico, hinduísta, budista, o que a gente quiser, ateu”, disse.
A cantora defendeu ainda que todos possam andar pelas ruas com segurança, expressar a própria identidade e não ter medo de sofrer preconceito ou rejeição.
“Isso é um ato político”, afirma cantora
Ao falar sobre a própria apresentação, Anitta afirmou que dançar, mostrar o corpo, beijar quem quiser e usar as roupas desejadas também representam formas de exercer a liberdade.
“O que a gente tá fazendo aqui hoje? Rebolar a bunda, mostrar a bunda, mostrar o corpo. Fazer o que a gente quiser, beijar quem a gente quiser, usar a roupa que a gente quiser. Isso é um ato político, porque a gente sendo livre”, afirmou.
A artista também mencionou pessoas LGBTQIA+, incluindo gays e pessoas trans, ao defender o direito de cada um viver sem medo.
No encerramento do discurso, Anitta anunciou que sua militância começaria naquele momento e retomou o tom descontraído característico de seus shows.
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