“Vou buscar esse Veado de Ouro”: Liniker é esperada na Festa da Chiquita, diz Eloi Iglesias
Em entrevista ao Portal Viggo, Eloi Iglesias revelou que a cantora manifestou o desejo de participar da edição de 50 anos da tradicional festa
Crédito: Welbert Soeiro / Portal Viggo / acervo pessoal A tradicional Festa da Chiquita, um dos eventos mais tradicionais que ocorre durante a programação do Círio de Nazaré, completa 50 anos em 2026 e pode contar com a presença de uma das principais artistas da música brasileira na atualidade. Em entrevista ao Portal Viggo, o artista e coordenador da festa, Eloi Iglesias, afirmou que Liniker demonstrou interesse em participar da celebração e disputar o tradicional Troféu Veado de Ouro.
Segundo Eloi, houve contato direto com a cantora, que teria afirmado que pretende estar em Belém para a edição comemorativa. “Nós tivemos um contato com a Liniker, e a Liniker falou: ‘esse ano eu vou buscar esse Veado de Ouro’. Então a gente acredita muito que ela venha, porque a Liniker é uma pessoa de palavra”, contou.
Com bom humor, Eloi ainda brincou com a artista. “Ela é uma búfala paraense, então a gente sabe que a palavra de búfala é búfala”, disse.
Apesar da expectativa, o coordenador pondera que a agenda de Liniker é bastante concorrida e que a confirmação definitiva depende dos compromissos da cantora. Ainda assim, a expectativa é de que a presença da artista ajude a tornar a edição de 50 anos ainda mais especial.
“É uma pessoa que tem uma agenda muito grande e que é quase complicado. A gente sabe que vários outros artistas falaram: ‘não vamos deixar que a Liniker vá sozinha, porque a gente quer também receber’”, afirmou Eloi.
Além de Liniker, a organização prepara outras homenagens e premiações para a edição histórica. O Troféu Veado de Ouro é entregue anualmente a artistas, intelectuais, personalidades e autoridades que atuam na defesa dos direitos da comunidade LGBTI+.
50 anos de história
A Festa da Chiquita será realizada no sábado (10), na Praça da República, logo após a passagem da Trasladação, uma das procissões que integram a programação do Círio de Nazaré. Neste ano, o evento terá como tema “Festa da Chiquita: 50 anos Patrimônio Cultural da Humanidade”, celebrando cinco décadas de história, resistência, cultura e luta por direitos.
A identidade visual da edição comemorativa reúne duas figuras importantes para a história da festa: a superstar negra Josephine Baker, que inspirou o termo “Chiquita Bacana”, e o sociólogo Luiz Bandeira, criador do evento na década de 1970.
A curadoria é assinada pelo antropólogo Milton Ribeiro, que destaca a união dos dois personagens como representação do universo de fantasia, sonhos e liberdade que marca a Chiquita.
A programação começa com a apresentação do grupo Carimbó Selvagem. Em seguida, Eloi Iglesias comanda o tradicional cortejo de abertura, saindo do bairro da Campina e conduzindo o icônico Veado de Ouro até o palco principal.
Após a chegada do cortejo e a passagem da imagem santa durante a Trasladação, o palco recebe apresentações de Taayan, Agarb, Jotta C, Johann, Raveneta e Scarlety Queen. Também estão previstas apresentações de Álec e Juliana, que ganharam destaque no programa “Estrelas da Casa”, da TV Globo, além de atrações surpresas.
Para Eloi Iglesias, chegar aos 50 anos representa um momento de reafirmação da importância cultural e social da festa.
“Este é um momento de transição em que partimos de vez para celebrar os 50 anos da Festa. É tempo de celebrar cinco décadas de história, resistência, cultura e tradição, garantindo que todas as pessoas tenham acesso e sejam inteiramente respeitadas nesse espaço de fé e de cultura”, afirmou.
A Festa da Chiquita nasceu na década de 1970 e se consolidou como uma manifestação cultural singular dentro da programação do Círio de Nazaré. Ao longo das décadas, tornou-se também um importante espaço de celebração da diversidade, liberdade e resistência.
Para Eloi, justamente por não seguir uma dinâmica totalmente ensaiada, a festa mantém a capacidade de surpreender o público.
“A Chiquita é uma manifestação. Ela acontece da forma mais surpreendente, não é uma coisa ensaiada. A gente não ensaia a Chiquita”, explicou.
O artista ainda resumiu a atmosfera esperada para a noite de celebração: “É um palco, é uma luz, é um som, é um telão. E aquela multidão de gente que fica ali esperando que alguma coisa vá acontecer. E, como nós somos seres humanos, as coisas sempre acontecem”.
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