Seja bem-vindo
Rio de Janeiro,18/09/2026

    • A +
    • A -

    Dona Onete ganha documentário sobre trajetória e estreia nos cinemas de todo o Brasil em novembro

    Filme dirigido por Mini Kerti revisita a vida da cantora paraense e sua relação com a Amazônia, reunindo participações de nomes como Fafá de Belém, Gaby Amarantos, Emicida e Dira Paes


    Dona Onete ganha documentário sobre trajetória e estreia nos cinemas de todo o Brasil em novembro Crédito: divulgação

    A história de Dona Onete, marcada pela relação com a cultura amazônica e por uma carreira musical iniciada depois dos 60 anos, será apresentada nas salas de cinema de todo o país. O documentário “Dona Onete – Meu Coração Neste Pedacinho Aqui”, dirigido por Mini Kerti, estreia nacionalmente em 26 de novembro e chega ao público com um novo cartaz divulgado para a ocasião.


    Mais do que acompanhar a carreira artística da cantora e compositora paraense, a produção percorre os lugares, memórias e conhecimentos que ajudaram a formar sua identidade. O filme foi registrado em diferentes regiões do Pará, passando por rios, áreas de floresta, festas populares e territórios ribeirinhos, e aborda a ligação da artista com a Amazônia e com os saberes tradicionais.


    Dona Onete, nome artístico de Ionete Gama, nasceu às margens dos rios do Pará e construiu uma trajetória profissional antes de se tornar conhecida como cantora. Foi professora, ativista, pesquisadora e guardiã de conhecimentos amazônicos. Somente depois dos 60 anos começou a cantar e, aos 72, lançou seu primeiro álbum, dando início a uma fase que a levou a se tornar um dos nomes de destaque da música brasileira.


    Hoje, aos 87 anos, a artista participa do documentário revisitando episódios de sua vida e compartilhando conhecimentos relacionados à culinária, às ervas, aos rituais e aos ritmos da região. A narrativa é construída a partir de conversas e momentos musicais, permitindo que Dona Onete também conduza parte do relato sobre sua própria história.




    “Na vida, eu navego como num rio. Eu não sei onde vou chegar”, afirma Dona Onete.


    O filme chega aos cinemas depois de passar por uma trajetória de exibições e premiações. A primeira sessão ocorreu no Festival do Rio 2025, onde Mini Kerti foi reconhecida com o prêmio de Melhor Direção. A produção também integrou a programação da Mostra Internacional de Cinema de São Paulo e voltou ao Pará durante a COP30.


    No Festival Pan-Amazônico de Cinema, o longa recebeu o prêmio de Melhor Longa-Metragem pelo Júri Popular. Fora do Brasil, foi selecionado para o Hot Docs Canadian International Documentary Festival, em Toronto, marcando a primeira participação do filme em um grande festival internacional de documentários. Em Portugal, a obra também foi apresentada no MIMO, em Guimarães.


    A circulação internacional fez a diretora refletir sobre a forma como a história da artista alcançou públicos de diferentes lugares. “Talvez seja essa a viagem mais inesperada do filme: quanto mais longe Dona Onete vai, mais o seu pedaço de mundo viaja com ela”, conta Mini Kerti.


    A produção ainda reúne encontros da cantora com artistas de diferentes gerações e áreas da cultura brasileira, entre eles Dira Paes, Aíla, Emicida, Fafá de Belém, Gaby Amarantos, Jaloo e Manoel Cordeiro, além de Mestre Laurentino. As participações contribuem para apresentar outras perspectivas sobre Dona Onete e sobre o território amazônico presente em sua obra.


    A construção do documentário também foi baseada na proximidade entre diretora e personagem. Em vez de seguir apenas uma estrutura convencional de cinebiografia musical, Mini Kerti optou por uma abordagem baseada na convivência e na escuta.


    “Meu interesse era criar um espaço de escuta e troca, onde a história dela pudesse emergir com força e delicadeza”, explica a diretora.




    COMENTÁRIOS

    Buscar

    Alterar Local

    Anuncie Aqui

    Escolha abaixo onde deseja anunciar.

    Efetue o Login

    Recuperar Senha

    Baixe o Nosso Aplicativo!

    Tenha todas as novidades na palma da sua mão.