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Rio de Janeiro,14/09/2026

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    Coala Festival reúne 30 mil pessoas em fim de semana de chuva e grandes encontros musicais

    Portal Viggo esteve presente no Memorial da América Latina acompanhando de perto os dois dias de programação


    Coala Festival reúne 30 mil pessoas em fim de semana de chuva e grandes encontros musicais Crédito: Camilla Armani / Portal Viggo

    O frio e a chuva marcaram o último fim de semana, nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo, mas não foram suficientes para afastar o público do Coala Festival. Realizado no Memorial da América Latina, o evento reuniu aproximadamente 30 mil pessoas, segundo a organização, em dois dias dedicados à música brasileira e a encontros que celebraram diferentes gerações e estilos.


    O Portal Viggo esteve presente na cobertura do festival, acompanhando a programação diretamente do Memorial da América Latina e registrando os principais momentos dos shows, encontros e apresentações que movimentaram o público mesmo diante das baixas temperaturas e da chuva.


    Sábado marcado por encontros


    O primeiro dia contou com uma programação que misturou artistas consagrados e novos nomes da música nacional. Zeca Veloso apresentou o espetáculo baseado em seu álbum de estreia, Boas Novas, lançado em 2025. Com uma caracterização de pierrot, o cantor abriu a apresentação com “Petar Gast”, composição de Caetano Veloso, e passou por faixas do próprio trabalho, como “Salvador” e “Desenho de Animação”. O show ainda trouxe releituras de clássicos como “Garota de Ipanema” e “Volta Por Cima”, antes de terminar com “Todo Homem”.


    Na sequência, Cícero e Duda Beat dividiram o palco em um encontro que reforçou a amizade e a parceria musical entre os dois artistas. O repertório passeou por músicas das carreiras de ambos, incluindo “Sem Dormir”, colaboração da dupla, além de canções do aclamado álbum Canções de Apartamento, de Cícero.


    A única atração internacional desta edição, o grupo português Buraka Som Sistema, colocou o público para dançar com sua mistura de kuduro e música eletrônica. A apresentação mostrou a força da conexão entre ritmos africanos e elementos eletrônicos da diáspora.


    Outro encontro aguardado foi entre Marcos Valle e Ana Frango Elétrico. Os dois artistas, que já dividiram o palco em outras ocasiões, voltaram a se apresentar juntos em uma performance marcada pela sintonia e pela energia.


    Já durante a noite, Emicida assumiu o palco acompanhado de sua banda e do DJ Nyack. O rapper apresentou músicas de Emicida Racional VL. 2: Mesmas Cores & Mesmos Valores, além de contar com participações de Jotapê e do grupo Puro Suco.


    Encerrando o primeiro dia, Maria Bethânia levou ao festival uma seleção de sucessos de sua carreira. A cantora interpretou músicas como “Brincar de Viver”, “Cheiro de Amor”, “Olha” e “Samba do Grande Amor”. Para fechar a apresentação, Bethânia cantou “O Que É, O Que É?”, de Gonzaguinha.


    No Auditório Simón Bolívar, o festival também promoveu momentos especiais. Rubel se apresentou acompanhado por uma orquestra no sábado, enquanto Tom Zé ocupou o espaço no domingo, revisitando parte de sua trajetória musical às vésperas de completar 90 anos.


    Domingo de chuva, mas sem desânimo


    A chuva apareceu com força no domingo, mas o público permaneceu firme no Memorial da América Latina para acompanhar a programação.


    Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro abriram o dia apresentando Handycam, projeto independente desenvolvido pelos artistas. Depois, foi a vez da rapper Duquesa, que entregou uma apresentação cheia de sucessos, mesmo após enfrentar uma falha técnica no início do show.


    Luedji Luna levou ao palco o repertório dos projetos Um Mar Pra Cada Um e Antes Que A Terra Acabe. A cantora ainda dividiu a apresentação com integrantes do grupo Fat Family, em um dos encontros especiais do festival.


    João Gomes trouxe o piseiro para a programação e colocou o público para cantar sucessos como “Dengo”, “Eu Tenho a Senha” e “Mete Um Block Nele”. O cantor também apresentou versões de músicas conhecidas, entre elas “A Noite”, de Tiê, e “Como Eu Quero”, do Kid Abelha.


    Quando a chuva deu uma trégua, Seu Jorge assumiu o palco e mostrou por que continua sendo um dos artistas mais carismáticos da música brasileira. O cantor apresentou faixas de Baile à La Baiana, de 2025, e sucessos como “Quem Não Quer Sou Eu”, “São Gonça”, “Amiga da Minha Mulher”, “Alma de Guerreiro”, “Felicidade” e “Burguesinha”.


    Criolo encerra festival com homenagem a Nó na Orelha


    O encerramento ficou por conta de Criolo, que revisitou seu álbum de estreia, Nó na Orelha, que completou 15 anos em 2026.


    O repertório incluiu músicas que se tornaram fundamentais na carreira do artista, como “Bogotá”, “Subirusdoistiozin” e “Linha de Frente”. Mesmo lançado há mais de uma década, o trabalho mostrou sua força e atualidade diante do público presente.


    E o Coala ainda reservou um último encontro especial. Já perto do fim da apresentação, Seu Jorge voltou ao palco e tocou flauta ao lado de Criolo. O momento, marcado pela amizade e admiração entre os dois artistas, encerrou a edição de 2026 em clima de celebração.


    O Portal Viggo acompanhou presencialmente a programação e realizou a cobertura do festival diretamente de São Paulo.


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