Coala Festival reúne 30 mil pessoas em fim de semana de chuva e grandes encontros musicais
Portal Viggo esteve presente no Memorial da América Latina acompanhando de perto os dois dias de programação
Crédito: Camilla Armani / Portal Viggo O frio e a chuva marcaram o último fim de semana, nos dias 12 e 13 de setembro, em São Paulo, mas não foram suficientes para afastar o público do Coala Festival. Realizado no Memorial da América Latina, o evento reuniu aproximadamente 30 mil pessoas, segundo a organização, em dois dias dedicados à música brasileira e a encontros que celebraram diferentes gerações e estilos.
O Portal Viggo esteve presente na cobertura do festival, acompanhando a programação diretamente do Memorial da América Latina e registrando os principais momentos dos shows, encontros e apresentações que movimentaram o público mesmo diante das baixas temperaturas e da chuva.
Sábado marcado por encontros
O primeiro dia contou com uma programação que misturou artistas consagrados e novos nomes da música nacional. Zeca Veloso apresentou o espetáculo baseado em seu álbum de estreia, Boas Novas, lançado em 2025. Com uma caracterização de pierrot, o cantor abriu a apresentação com “Petar Gast”, composição de Caetano Veloso, e passou por faixas do próprio trabalho, como “Salvador” e “Desenho de Animação”. O show ainda trouxe releituras de clássicos como “Garota de Ipanema” e “Volta Por Cima”, antes de terminar com “Todo Homem”.
Na sequência, Cícero e Duda Beat dividiram o palco em um encontro que reforçou a amizade e a parceria musical entre os dois artistas. O repertório passeou por músicas das carreiras de ambos, incluindo “Sem Dormir”, colaboração da dupla, além de canções do aclamado álbum Canções de Apartamento, de Cícero.
A única atração internacional desta edição, o grupo português Buraka Som Sistema, colocou o público para dançar com sua mistura de kuduro e música eletrônica. A apresentação mostrou a força da conexão entre ritmos africanos e elementos eletrônicos da diáspora.
Outro encontro aguardado foi entre Marcos Valle e Ana Frango Elétrico. Os dois artistas, que já dividiram o palco em outras ocasiões, voltaram a se apresentar juntos em uma performance marcada pela sintonia e pela energia.
Já durante a noite, Emicida assumiu o palco acompanhado de sua banda e do DJ Nyack. O rapper apresentou músicas de Emicida Racional VL. 2: Mesmas Cores & Mesmos Valores, além de contar com participações de Jotapê e do grupo Puro Suco.
Encerrando o primeiro dia, Maria Bethânia levou ao festival uma seleção de sucessos de sua carreira. A cantora interpretou músicas como “Brincar de Viver”, “Cheiro de Amor”, “Olha” e “Samba do Grande Amor”. Para fechar a apresentação, Bethânia cantou “O Que É, O Que É?”, de Gonzaguinha.
No Auditório Simón Bolívar, o festival também promoveu momentos especiais. Rubel se apresentou acompanhado por uma orquestra no sábado, enquanto Tom Zé ocupou o espaço no domingo, revisitando parte de sua trajetória musical às vésperas de completar 90 anos.
Domingo de chuva, mas sem desânimo
A chuva apareceu com força no domingo, mas o público permaneceu firme no Memorial da América Latina para acompanhar a programação.
Sophia Chablau e Felipe Vaqueiro abriram o dia apresentando Handycam, projeto independente desenvolvido pelos artistas. Depois, foi a vez da rapper Duquesa, que entregou uma apresentação cheia de sucessos, mesmo após enfrentar uma falha técnica no início do show.
Luedji Luna levou ao palco o repertório dos projetos Um Mar Pra Cada Um e Antes Que A Terra Acabe. A cantora ainda dividiu a apresentação com integrantes do grupo Fat Family, em um dos encontros especiais do festival.
João Gomes trouxe o piseiro para a programação e colocou o público para cantar sucessos como “Dengo”, “Eu Tenho a Senha” e “Mete Um Block Nele”. O cantor também apresentou versões de músicas conhecidas, entre elas “A Noite”, de Tiê, e “Como Eu Quero”, do Kid Abelha.
Quando a chuva deu uma trégua, Seu Jorge assumiu o palco e mostrou por que continua sendo um dos artistas mais carismáticos da música brasileira. O cantor apresentou faixas de Baile à La Baiana, de 2025, e sucessos como “Quem Não Quer Sou Eu”, “São Gonça”, “Amiga da Minha Mulher”, “Alma de Guerreiro”, “Felicidade” e “Burguesinha”.
Criolo encerra festival com homenagem a Nó na Orelha
O encerramento ficou por conta de Criolo, que revisitou seu álbum de estreia, Nó na Orelha, que completou 15 anos em 2026.
O repertório incluiu músicas que se tornaram fundamentais na carreira do artista, como “Bogotá”, “Subirusdoistiozin” e “Linha de Frente”. Mesmo lançado há mais de uma década, o trabalho mostrou sua força e atualidade diante do público presente.
E o Coala ainda reservou um último encontro especial. Já perto do fim da apresentação, Seu Jorge voltou ao palco e tocou flauta ao lado de Criolo. O momento, marcado pela amizade e admiração entre os dois artistas, encerrou a edição de 2026 em clima de celebração.
O Portal Viggo acompanhou presencialmente a programação e realizou a cobertura do festival diretamente de São Paulo.
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