Garotinho critica tarifa da Águas do Rio e fala em romper contrato; empresa também atua no Pará
Durante sabatina no RJ1, candidato do Republicanos chamou a tarifa de água de “absurdo”, citou supostas fraudes e afirmou que pode avaliar o rompimento do contrato da concessionária
Crédito: divulgação Durante a sabatina do RJ1, da TV Globo, nesta segunda-feira (14), o candidato ao Governo do Rio de Janeiro pelo Republicanos, Anthony Garotinho, criticou a tarifa cobrada pela concessionária Águas do Rio e afirmou que pretende avaliar a possibilidade de romper o contrato de concessão caso seja eleito.
Ao comentar a privatização dos serviços de água e esgoto, Garotinho classificou como “absurda” a tarifa praticada atualmente e fez acusações de irregularidades no processo. “Tem fraude escancarada. Eu devo, inclusive, avaliar o rompimento do contrato da venda à sociedade”, declarou o candidato durante a entrevista.
A Águas do Rio assumiu a operação dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em parte do estado em 1º de novembro de 2021, após vencer o leilão de concessão realizado em abril daquele ano. O processo foi dividido em blocos e teve a participação da iniciativa privada.
A concessão dos serviços ocorreu no contexto do processo de concessão da Cedae. O leilão realizado em 30 de abril de 2021, na B3, teve outorga total de R$ 22,7 bilhões e transferiu para a iniciativa privada a operação dos serviços de distribuição de água e esgotamento sanitário em municípios atendidos pela companhia.
A fala de Garotinho também ocorre após ele já ter defendido, em entrevista recente, a anulação da privatização da Cedae. Na ocasião, o candidato afirmou que considera haver “fraude comprovada no contrato” e disse que, se eleito, buscaria anular o processo.
Águas do Rio e Pará
A empresa também tem ligação com a operação de saneamento no Pará por meio do Grupo Aegea. Em abril de 2025, a Aegea venceu o leilão realizado na B3 para assumir, por 40 anos, a concessão regionalizada dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário em 99 municípios paraenses, nos blocos A, B e D. O contrato prevê investimentos de R$ 15,21 bilhões.
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