Hana Ghassan propõe 200 escolas cívico-militares no Pará
Durante a sabatina, candidata também apresentou propostas voltadas à tecnologia, educação financeira e preparação dos jovens para o mercado de trabalho
Crédito: Marcelo Camargo / Agência Brasil Durante sabatina no programa Povo na TV, da TV Norte/SBT Pará, a governadora do Pará e candidata à reeleição, Hana Ghassan, apresentou propostas para a educação caso permaneça no comando do Estado. Entre as medidas anunciadas, está a implantação de 200 escolas cívico-militares em diferentes regiões do Pará.
Questionada sobre os critérios para definir quais unidades seriam transformadas e quais resultados seriam esperados na aprendizagem dos estudantes, Hana afirmou que o modelo terá como foco a disciplina e a organização. Segundo a candidata, os militares não serão responsáveis pelas aulas, que continuarão sob responsabilidade dos professores.
“O militar não dá aula, o professor continua dando aula. O que eles vão ajudar é na organização, na disciplina, que é tão importante para os nossos jovens”, afirmou durante a sabatina.
Além das escolas cívico-militares, Hana apresentou outras propostas para a área da educação. Entre elas estão a inclusão de educação financeira e inteligência artificial na grade curricular, com o objetivo de preparar os estudantes para questões do cotidiano e para as profissões do futuro.
A candidata também defendeu a criação de uma bolsa estágio para alunos do ensino médio, com participação de empresas. De acordo com Hana, a iniciativa teria como objetivo proporcionar aos jovens uma primeira experiência profissional e facilitar o acesso ao mercado de trabalho.
Durante a entrevista, a governadora também destacou resultados que atribuiu à atual gestão na área educacional e agradeceu aos profissionais da educação. “Se hoje o nosso aluno aprende mais, se as nossas crianças aprendem mais, é graças ao trabalho de cada profissão, em cada canto desse estado”, declarou.
Proposta gera repercussão nas redes sociais
A proposta de implantação das 200 escolas cívico-militares provocou reações entre internautas paraenses. Parte dos comentários questionou a prioridade dada ao modelo e defendeu investimentos na estrutura das escolas já existentes, no acompanhamento pedagógico e na valorização dos profissionais da educação.
“Não precisamos de escolas cívico-militares, precisamos de reformas das escolas já existentes, de apoio pedagógico de verdade com foco em aprendizagem e não apenas aprovações automáticas e da correção das remunerações de professores tal qual está assegurada no PCCR estadual”, escreveu um internauta.
Outro comentário questionou a ausência de propostas voltadas à ampliação de bibliotecas. “Por que não propor a criação de bibliotecas nos municípios?”, publicou.
Também houve críticas relacionadas ao modelo disciplinar das escolas. “Escola não é quartel, valores são construídos em casa e fortalecidos na escola e em todos os ambientes sociais”, afirmou outro usuário.
Como funciona uma escola cívico-militar?
A escola cívico-militar é uma instituição pública de ensino em que as atividades pedagógicas permanecem sob responsabilidade dos profissionais da educação, enquanto militares atuam em funções relacionadas à organização, disciplina e formação cívica, conforme o modelo adotado.
Durante a sabatina, Hana defendeu que a proposta faça parte de um conjunto mais amplo de medidas para a educação no Pará. A candidata afirmou que pretende conectar os estudantes às demandas do presente e às oportunidades profissionais do futuro, combinando formação escolar, tecnologia, educação financeira e experiência no mercado de trabalho.
As propostas apresentadas fazem parte do plano de governo de Hana Ghassan para a disputa pela reeleição ao Governo do Pará.




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