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Rio de Janeiro,21/09/2026

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    Terapia fonoaudiológica ajuda pessoas com dislexia a desenvolver leitura, escrita e autoestima

    Profissionais destacam que diagnóstico precoce e acompanhamento individualizado são fundamentais para reduzir os impactos do transtorno na aprendizagem


    Terapia fonoaudiológica ajuda pessoas com dislexia a desenvolver leitura, escrita e autoestima Crédito: Magnific

    A fonoaudiologia tem desempenhado um papel importante no acompanhamento de pessoas com dislexia, transtorno de aprendizagem que afeta principalmente as habilidades de leitura e escrita. Por meio de avaliações específicas e estratégias terapêuticas personalizadas, os profissionais auxiliam pacientes de diferentes idades a desenvolver competências essenciais para o processo de aprendizagem e a melhorar a qualidade de vida.


    Entre os recursos utilizados nas sessões estão atividades lúdicas, jogos, exercícios de leitura, escrita, memória e concentração, que tornam o tratamento mais dinâmico e estimulam o desenvolvimento das habilidades comprometidas. A abordagem é planejada de forma individual, respeitando as necessidades e o ritmo de cada paciente.


    Segundo a fonoaudióloga e professora da UNAMA – Universidade da Amazônia, Carolina Araújo, o acompanhamento contínuo é indispensável para alcançar bons resultados. “Além da avaliação inicial, é importante manter consultas periódicas conforme a necessidade de cada paciente. O acolhimento e o planejamento individualizado fazem parte do processo terapêutico”, explica.


    A especialista ressalta ainda que, após o diagnóstico, o tratamento deve ser iniciado o quanto antes para minimizar os impactos da dislexia no desenvolvimento escolar e emocional. De acordo com ela, sinais de dificuldades de aprendizagem podem ser identificados ainda na fase pré-escolar, permitindo que pais e responsáveis procurem ajuda especializada precocemente.


    “O início antecipado da intervenção contribui para reduzir os prejuízos no aprendizado e favorece o desenvolvimento das habilidades necessárias ao longo da vida escolar”, destaca.


    Após a avaliação clínica, o paciente também pode ser encaminhado para acompanhamento multiprofissional, quando necessário. Esse processo envolve etapas de prevenção, orientação, avaliação e tratamento, garantindo uma abordagem ampla e integrada.


    Para Carolina Araújo, compreender as dificuldades, reconhecer as potencialidades e identificar as habilidades que precisam ser estimuladas é essencial para oferecer um atendimento eficiente e contribuir para a autonomia e o bem-estar das pessoas com dislexia.




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