Flávio Bolsonaro pede aos EUA adiamento de novas tarifas contra produtos brasileiros até após as eleições
Senador enviou documento ao governo norte-americano defendendo suspensão de 180 dias das medidas e afirmou que o tarifaço fortaleceu politicamente o governo Lula
Crédito: Flávio Bolsonaro O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) encaminhou ao Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) uma manifestação solicitando o adiamento da aplicação de novas tarifas sobre produtos brasileiros. No documento, o parlamentar propõe que as medidas sejam suspensas por 180 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 90 dias, empurrando a decisão para depois das eleições presidenciais no Brasil.
Na carta de 86 páginas, Flávio argumenta que as tarifas adotadas anteriormente pelos Estados Unidos não alcançaram os resultados esperados e, segundo ele, acabaram fortalecendo politicamente o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
De acordo com o senador, o Palácio do Planalto transformou a pressão econômica norte-americana em um discurso de defesa da soberania nacional, o que teria gerado dividendos políticos para a atual gestão.
Flávio também afirmou que novas tarifas poderiam trazer prejuízos não apenas para o Brasil, mas também para a economia dos Estados Unidos. Entre os argumentos apresentados estão o superávit comercial norte-americano na relação com o Brasil, os investimentos de empresas dos EUA no país e o risco de retaliações comerciais.
O parlamentar sugeriu ainda que o governo norte-americano adote medidas mais direcionadas, como sanções financeiras e restrições de visto contra indivíduos específicos, em vez de aplicar tarifas amplas que afetem toda a cadeia produtiva brasileira.
No documento, Flávio se apresenta como pré-candidato do PL à Presidência da República e menciona reuniões recentes com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e com o secretário de Estado, Marco Rubio, para discutir o tema.
A manifestação foi enviada no mesmo dia em que o governo brasileiro apresentou sua resposta oficial à investigação comercial conduzida pelos Estados Unidos. O Palácio do Planalto contesta as acusações e afirma que não há comprovação de práticas discriminatórias ou barreiras comerciais contra empresas norte-americanas.
As novas tarifas propostas pelos Estados Unidos poderão entrar em vigor ainda neste mês, enquanto seguem as negociações entre representantes dos dois países para tentar evitar um agravamento da disputa comercial.




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