Promotores e procuradores, com renda acima de R$ 43 mil, lideram lista das profissões mais bem pagas do Pará
Levantamento baseado nas declarações do Imposto de Renda de 2025 mostra que promotores e procuradores têm a maior renda média do Pará, seguidos por magistrados, membros de tribunais de contas e servidores da auditoria fiscal
Crédito: Portal Viggo Um levantamento baseado nas declarações do Imposto de Renda de 2025 revelou quais são as profissões com os maiores rendimentos médios no Pará. Os dados fazem parte de uma ferramenta desenvolvida pelo O Globo e mostram que as carreiras ligadas ao sistema de Justiça e ao serviço público dominam as primeiras posições do ranking estadual.
A profissão mais bem remunerada no Pará é a de membro do Ministério Público, categoria que inclui promotores e procuradores, com renda média mensal de R$ 43.127,79. Em seguida aparecem os membros do Poder Judiciário e dos Tribunais de Contas, com média de R$ 40.255,23.
Na terceira posição estão os servidores das carreiras de auditoria fiscal e fiscalização, que recebem em média R$ 31.191,76 por mês. Logo depois aparecem os advogados do setor público, procuradores da Fazenda e consultores jurídicos, com rendimento médio de R$ 29.373,21.
Fechando o grupo das cinco profissões mais bem pagas do estado estão pilotos de aeronaves, comandantes de embarcações e oficiais de máquinas, com renda média de R$ 24.568,99 mensais.
O ranking também destaca os servidores das carreiras do Banco Central, Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e Superintendência de Seguros Privados (Susep), com média de R$ 21.314,55. Em seguida aparecem servidores do Poder Judiciário e oficiais de Justiça (R$ 17.816,80), servidores do Poder Legislativo (R$ 16.078,07), delegados e servidores das carreiras policiais civis (R$ 15.896,28) e médicos (R$ 15.709,02).
Entre as demais carreiras que aparecem entre as mais bem remuneradas do Pará estão servidores do Ministério Público (R$ 15.108,39), professores do ensino superior (R$ 14.816,97), professores do ensino médio (R$ 13.621,84), atletas e desportistas (R$ 12.722,54), professores do ensino profissional (R$ 11.678,07), membros do Poder Executivo (R$ 11.628,46), servidores da área de ciência e tecnologia (R$ 11.368,19), físicos, químicos e geólogos (R$ 11.179,70), sociólogos e cientistas políticos (R$ 10.771,21), além de geógrafos (R$ 10.644,95).
A pesquisa mostra ainda que profissões tradicionais do mercado privado aparecem mais abaixo na lista. Engenheiros e arquitetos ocupam a 34ª colocação, com renda média de R$ 9.285,87, enquanto economistas, administradores, contadores e auditores aparecem na 47ª posição, com média de R$ 7.006,34.
Na área da comunicação, jornalistas e repórteres ocupam a 57ª colocação do ranking, com rendimento médio mensal de R$ 6.183,74. Profissionais de marketing, publicidade e comercialização aparecem na 64ª posição, com média de R$ 5.608,54. Já cinegrafistas e fotógrafos recebem em média R$ 2.962,96, enquanto locutores e comentaristas registram renda média de R$ 2.905,01.
Os dados foram divulgados em meio ao debate nacional sobre os chamados “penduricalhos” do Judiciário. Nesta semana, ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) defenderam ajustes na tese que limitou pagamentos extras a integrantes da magistratura e do Ministério Público, flexibilizando algumas regras para determinados casos.




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